Em 1924, quando Giuseppe Martinelli começou a obra no triângulo entre a Rua São Bento, a Avenida São João e a Rua Líbero Badaró, no centro de São Paulo, quase nenhum prédio da cidade passava de cinco andares. O dele foi projetado para 12 ou 14, conforme a fonte. Chegou a 30.
No caminho, a Prefeitura embargou a obra, a briga foi parar na Justiça, os jornais falaram em risco de desabamento e uma comissão técnica teve de dizer se aquilo ficava de pé. No alto, o dono construiu a própria casa, de cinco andares, e se mudou para lá com a família em 1929.
FICHAFicha da obra
| Quem quis | Giuseppe Martinelli (1870–1946), imigrante de Lucca, na Itália, que começou no Brasil como açougueiro e mascate e enriqueceu com uma casa de navegação em Santos, sobretudo durante a Primeira Guerra.o ano da chegada ao Brasil aparece como 1889 ou 1892 | 2+ fontes |
|---|---|---|
| Projeto | Arquiteto húngaro William (Vilmos) Fillinger (1888–1968), formado na Academia de Belas-Artes de Viena. As ampliações foram decididas pelo próprio Martinelli; o cálculo estrutural foi do sobrinho dele, o engenheiro Ítalo Martinelli; a fachada, dos irmãos Lacombe. | 2+ fontes |
| Estrutura e material | Concreto armado com paredes de tijolo. Cimento importado da Suécia e da Noruega pela própria importadora de Martinelli, mármore de Carrara, pinho-de-riga, elevadores suíços. Fachada em massa cor-de-rosa com vidro moído, cristal de rocha e pó de mica. | 2+ fontes |
| Andares | Planejado para 12 andares, segundo o condomínio e a Prefeitura, ou para 14, podendo chegar a 18, segundo a Enciclopédia Itaú Cultural, a Biblioteca Nacional e a historiadora Maria Cecília Naclério Homem. Chegou a 24 antes do embargo e terminou com 30.há quem conte 26 ou 28 andares, ou 27 pavimentos e mais três no ático | diverge |
| Embargo | Em 1928, com a obra perto dos 24 andares, a Prefeitura embargou a construção, sob a acusação de falta de licença e de risco de desabamento. O caso foi à Justiça. Segundo o condomínio do prédio, uma comissão técnica atestou a segurança e limitou a altura a 25 andares.o limite de 25 andares e a comissão vêm de uma fonte só; os nomes dos membros não foram encontrados | 2+ fontes |
| Prazo | Obra iniciada em 1924. Em abril de 1929 os jornais contavam 25 andares prontos; o Cine Rosário, no térreo, abriu em 02/09/1929. A conclusão aparece como 1934.algumas fontes dizem que o prédio abriu em 1929 com só 12 andares, o que a imprensa da época desmente; outras falam em cinco anos de obra, contando só até 1929 | diverge |
| Operários | Mais de 600, além de 90 artesãos italianos e espanhóis no acabamento, segundo o condomínio do prédio. Total, salário e jornada não foram registrados nas fontes consultadas. | 1 fonte |
| Mortes na construção | Um registro: um operário que caiu do décimo andar em 1927, sem nome conhecido, segundo o pesquisador Douglas Nascimento, do Instituto São Paulo Antiga. Não há número oficial. | 1 fonte |
| Custo | Não registrado nas fontes consultadas. Sabe-se que Martinelli se endividou para terminar a obra. | sem registro |
| Altura | 105,65 m, o número publicado pela revista O Cruzeiro em 1929 e repetido pela maioria das fontes. O condomínio do prédio fala em 130 m; uma ficha da USP dá 63 m pela Rua São Bento e 72,5 m pela Líbero Badaró, provavelmente medidos de outro modo. | diverge |
| Incêndio | Em 24/11/1929, um curto-circuito junto aos motores dos elevadores incendiou o 26º andar, ainda cheio de madeira de obra. As mangueiras dos bombeiros não alcançavam o alto; o fogo foi combatido com baldes passados de mão em mão. Não houve mortos. O prejuízo foi estimado em 200 contos de réis.segundo o Instituto São Paulo Antiga, a partir dos jornais da época | 1 fonte |
| A perda | Endividado e atingido pela crise de 1929, Martinelli vendeu o prédio ao Istituto Nazionale di Credito per il Lavoro Italiano all'Estero, ligado ao governo da Itália. Em 1943, com o Brasil em guerra contra o Eixo, a União confiscou o edifício; em 1944 ele foi leiloado e acabou dividido entre 103 proprietários.a venda aparece em 1933 ou em 1934 | 2+ fontes |
| Decadência e reforma | Entre os anos 1950 e 1970 virou cortiço vertical, com elevadores parados, lixo acumulado e crimes nas páginas policiais. Desapropriado em 1975 pelo prefeito Olavo Setúbal, foi reformado e reinaugurado em 04/05/1979 como sede de órgãos municipais. | 2+ fontes |
| Proteção | Volumetria e fachadas tombadas a partir dos anos 1980 pelo Conpresp, municipal, e pelo Condephaat, estadual.segundo a SP Urbanismo | 1 fonte |
| Hoje | Os andares 25 a 28, com o terraço do 26º, foram concedidos em 2023, por 15 anos, ao Grupo Tokyo, para um mirante com museu, bares e restaurante. Em julho de 2026 o terraço voltou a receber visitas guiadas gratuitas às terças, durante as obras, que continuavam. | 2+ fontes |
01Uma cidade de cinco andares
Na São Paulo do começo dos anos 1920, a cidade crescia com o dinheiro do café, mas crescia para os lados. Eram raros os prédios com mais de cinco andares. O mais alto, o Sampaio Moreira, inaugurado em 1924 na Rua Líbero Badaró, tinha uns 12. Foi na mesma região, no triângulo formado pela Rua São Bento, pela Avenida São João e pela própria Líbero Badaró, que Giuseppe Martinelli decidiu erguer o seu prédio.
Martinelli nasceu em 1870 na região de Lucca, na Itália, numa família de pedreiros, e chegou ao Brasil no fim do século XIX. Começou como açougueiro e mascate, montou uma casa de despachos em Santos e, e fez fortuna com a atividade portuária durante a Primeira Guerra. Nos anos 1920, queria deixar uma marca que não fosse só uma empresa: o prédio mais alto da América do Sul.
O projeto foi encomendado ao arquiteto húngaro William Fillinger, formado em Viena. A fachada coube aos irmãos Lacombe. O material veio quase todo de fora: cimento da Suécia e da Noruega, trazido pela própria importadora de Martinelli, mármore de Carrara, pinho-de-riga, elevadores suíços.
02Mais um andar, e mais outro
A obra começou em 1924. Quantos andares o prédio teria no papel depende de quem conta: 12, segundo o condomínio do edifício e a Prefeitura; 14, com possibilidade de chegar a 18, segundo a historiadora Maria Cecília Naclério Homem, a Enciclopédia Itaú Cultural e a Biblioteca Nacional. O que todas dizem é que o número não parou de subir. O próprio Martinelli, que antes de emigrar tinha estudado construção em Lucca, passou a decidir as ampliações, e o sobrinho, o engenheiro Ítalo Martinelli, refazia os cálculos da estrutura de concreto armado.
O condomínio do prédio conta que Martinelli fiscalizava a obra todos os dias e chegava a trabalhar como pedreiro ao lado dos operários, que passaram de 600, com mais 90 artesãos italianos e espanhóis no acabamento. Conta também que as fundações abalaram um prédio vizinho, e que o problema foi resolvido com a compra do vizinho. São informações que vêm de uma fonte só.
Segundo o Instituto São Paulo Antiga, a pior notícia daquele canteiro veio em 1927: um operário caiu do décimo andar e morreu. O nome dele não ficou registrado nas fontes consultadas, nem há um número oficial de feridos ou mortos na obra. Também não ficou registrado quanto o prédio custou.
03O embargo de 1928
Quando a estrutura chegava aos 24 andares, em 1928, a Prefeitura embargou a obra. A acusação, segundo o condomínio, era de falta de licença e de desrespeito às leis municipais; segundo a Itaú Cultural e a Biblioteca Nacional, havia denúncias de que o prédio podia ruir. Um artigo do Instituto São Paulo Antiga acrescenta que arquitetos afastados da obra foram aos jornais dizer que as fundações tinham sido feitas para 14 andares, e não para 24.
A cidade acreditou no pior. Registros da época contam que pedestres mudavam de calçada para não passar embaixo da construção. O caso foi parar na Justiça e virou assunto político, usado pela oposição contra Martinelli e contra a Prefeitura. Até jornais do Rio de Janeiro acompanharam a disputa, entre maio e outubro de 1928.
A saída, segundo o condomínio do prédio, foi uma comissão técnica, que examinou a obra, atestou que ela era segura e autorizou até 25 andares. Quem eram os membros dessa comissão e o que dizia o laudo não aparece nas fontes consultadas. Em abril de 1929, o jornal O Paiz já contava 25 andares construídos.
04A casa no último andar
Martinelli não parou nos 25. Nos cinco andares de cima construiu um palacete para a própria família, que ficou conhecido como Casa do Comendador. Segundo a Biblioteca Nacional e a Prefeitura, mudou-se para lá em 1929. O primeiro morador do prédio, porém, tinha sido o professor de dança Arturo Patrizi, instalado no quarto andar desde 1928, com a obra ainda em andamento.
A explicação mais repetida é que Martinelli foi morar no topo para provar que o prédio não cairia. Ela aparece na Itaú Cultural, na Prefeitura e em quase todo texto sobre o edifício, mas nenhuma das fontes consultadas traz uma frase dele dizendo isso. O condomínio do prédio conta outra versão: a casa de cinco andares foi a forma de passar do limite de 25 andares fixado pela comissão e chegar aos 30, como Gustave Eiffel, que tinha um apartamento no alto da sua torre.
Em 1929 o Martinelli abriu as portas, ainda inacabado. O Cine Rosário, o cinema do prédio, foi inaugurado em 02/09/1929, e a revista O Cruzeiro o chamou de a maior obra de cimento armado do mundo, título que o Edifício A Noite, no Rio de Janeiro, disputava ao mesmo tempo. A altura publicada era de 105,65 metros. Em 24/11/1929, um curto-circuito no 26º andar, onde ficavam os motores dos elevadores e ainda havia muita madeira de obra, provocou um incêndio que as mangueiras dos bombeiros não alcançavam. O fogo foi combatido com baldes passados de mão em mão e não deixou mortos.
05A crise, a guerra e o leilão
O ano da inauguração foi também o da quebra da Bolsa de Nova York. A crise atingiu a empresa de navegação de Martinelli, e os apartamentos e salas não foram vendidos como ele esperava. Com as dívidas da obra, ele vendeu o prédio, em 1933 ou 1934, conforme a fonte, ao Istituto Nazionale di Credito per il Lavoro Italiano all'Estero, uma instituição do governo italiano. A obra foi dada como concluída em 1934.
Nos anos seguintes, o prédio abrigou também sedes de agremiações políticas, como o Club Republicano Paulista. Em 1943, com o Brasil em guerra contra o Eixo desde o ano anterior, a União confiscou os bens italianos, e o prédio, rebatizado Edifício América, foi leiloado em 1944. Pouco depois, já tinha 103 donos.
06Do cortiço à reforma
Dividido entre mais de cem donos, o edifício virou um cortiço vertical a partir dos anos 1950 ou 1960, conforme a fonte. Elevadores pararam, o lixo se acumulou nos poços, e o prédio passou das colunas sociais para as páginas policiais, com crimes que nunca foram esclarecidos.
Em 1975, o prefeito Olavo Setúbal desapropriou o Martinelli e retirou os moradores. A reforma trocou as instalações elétricas e hidráulicas, instalou elevadores novos e um sistema contra incêndio e limpou a fachada; as pinturas internas originais se perderam. O prédio foi reinaugurado em 04/05/1979 como sede de secretarias municipais, uso que mantém. Segundo a SP Urbanismo, a volumetria e as fachadas foram tombadas a partir dos anos 1980 pelo Conpresp e pelo Condephaat.
07O topo que a Prefeitura quis barrar
A cobertura foi restaurada a partir de 2008 e o terraço do 26º andar ficou aberto a visitas de 2010 ao começo de 2017. Em 2023, a Prefeitura concedeu os andares 25 a 28, o terraço, uma loja do térreo e o subsolo ao Grupo Tokyo, por 15 anos, para um mirante com museu, bares e restaurante. Em 2024, ano do centenário do início da obra, o prédio recebeu mais de 100 mil visitantes, segundo a concessionária.
Em julho de 2026, as visitas guiadas gratuitas ao terraço voltaram, às terças-feiras, durante as obras de modernização, que continuavam. Desde 2010, o topo que a Prefeitura tentou barrar em 1928 é o lugar para onde a Prefeitura leva os turistas.
MITOSO que circula e o que o registro diz
- O que circula
Martinelli foi morar no topo do prédio para provar que ele não cairia.
O que o registro dizA casa no alto existe e a família se mudou para lá em 1929. O motivo é repetido por quase todas as fontes, mas nenhuma traz uma declaração dele. O condomínio do prédio dá outra explicação: a casa de cinco andares foi o jeito de passar do limite de 25 andares fixado depois do embargo e chegar aos 30.
- O que circula
O Martinelli foi o primeiro arranha-céu do Brasil.
O que o registro dizDepende do que se chama de arranha-céu. Antes dele, São Paulo já tinha o Sampaio Moreira, de 1924, e o Edifício A Noite, no Rio de Janeiro, foi erguido ao mesmo tempo, entre 1928 e 1929. O Martinelli foi o prédio que levou São Paulo para o alto, e o mais alto da cidade até a chegada do Edifício Altino Arantes, nos anos 1940.
- O que circula
O prédio abriu em 1929 com só 12 andares.
O que o registro dizEm abril de 1929 o jornal O Paiz já contava 25 andares construídos. O que abriu em 1929 foi um prédio ainda em obras, concluído em 1934.
- O que circula
Foi o primeiro edifício de concreto armado do Brasil.
O que o registro dizNão. Foi um dos primeiros grandes prédios de concreto armado do país, e em 1929 a revista O Cruzeiro o chamou de maior obra de cimento armado do mundo, título que o Edifício A Noite também reivindicava.
PERGUNTASPerguntas frequentes
Quem construiu o Edifício Martinelli?
Giuseppe Martinelli, imigrante de Lucca, na Itália, que enriqueceu com uma casa de navegação em Santos. O projeto é do arquiteto húngaro William Fillinger; o cálculo estrutural, do sobrinho dele, o engenheiro Ítalo Martinelli; a fachada, dos irmãos Lacombe.
Quando foi construído o Edifício Martinelli?
A obra começou em 1924. O prédio abriu ainda inacabado em 1929, e a conclusão aparece como 1934 na maioria das fontes.
Qual a altura do Edifício Martinelli?
As fontes divergem. O número publicado em 1929 pela revista O Cruzeiro, e repetido pela maioria, é 105,65 m; o condomínio do prédio fala em 130 m. São 30 andares, contando os cinco da casa do dono no topo.
Por que Martinelli foi morar no topo do prédio?
A explicação mais repetida é que ele quis provar que o prédio não cairia, mas nenhuma fonte traz uma declaração dele dizendo isso. O condomínio dá outra versão: a casa de cinco andares foi o jeito de passar do limite de 25 andares fixado depois do embargo e chegar aos 30.
O Prédio Martinelli pegou fogo?
Sim. Em 24/11/1929, um curto-circuito junto aos motores dos elevadores incendiou o 26º andar, ainda cheio de madeira de obra. As mangueiras dos bombeiros não alcançavam o alto, o fogo foi combatido com baldes passados de mão em mão e não houve mortos.
Episódio em produção
Toda semana, uma obra que não deveria ter ficado de pé.

Túnel do Tâmisa
Sob o rio Tâmisa, entre Rotherhithe e Wapping, Londres, Inglaterra, Reino Unido · 1825–1843Abrir um corredor de tijolo debaixo de um rio cheio de navios, num leito de lodo e areia encharcada de esgoto, quando a única tentativa anterior no mesmo lugar tinha sido engolida pela água.
Ler a obra →MAISLeia também
FONTESFontes
- Andrea C. T. Wanderley, "O Edifício Martinelli, antigo referencial e símbolo de São Paulo", Brasiliana Fotográfica, Biblioteca Nacional, 2022 — brasilianafotografica.bn.gov.br
- "Edifício Martinelli", Enciclopédia Itaú Cultural, 2024 — enciclopedia.itaucultural.org.br
- Prefeitura de São Paulo, Secretaria Municipal de Habitação, "A história de Martinelli, o imigrante que sonhou subir aos céus", 2006 — prefeitura.sp.gov.br
- Maria Cecília Naclério Homem, O Prédio Martinelli: a ascensão do imigrante e a verticalização de São Paulo, Projeto Editores, 1984
- Condomínio Prédio Martinelli, "História do Prédio Martinelli" — prediomartinelli.com.br
- IAU-USP, Arquitetura Italiana em São Paulo, ficha "Edifício Martinelli", 2022 — arquitalianasaopaulo.iau.usp.br
- Silvia A. P. Zakia, "Edifício Santana, o primeiro arranha-céu de Campinas", Oculum Ensaios, 2011 — redalyc.org
- Douglas Nascimento, "O incêndio do Martinelli", São Paulo Antiga, 2019 — saopauloantiga.com.br
- "O real legado do Edifício Martinelli para o céu de São Paulo", São Paulo Antiga, 2016 — saopauloantiga.com.br
- Claudia Crescente, "Edifício Martinelli guarda mistérios e assombrações", Folha de S.Paulo (reproduzido pelo Jornal GGN, 2014) — jornalggn.com.br
- SP Urbanismo, "Prefeitura vai conceder terraço do Edifício Martinelli para implantação de observatório", 2019 — gestaourbana.prefeitura.sp.gov.br
- SP Urbanismo, "Concessão transforma Terraço Martinelli em novo espaço cultural e de lazer no centro de SP", 2023 — gestaourbana.prefeitura.sp.gov.br
- Revista PROJETO, "Edifício Martinelli reabre visitas guiadas gratuitas ao terraço", 2026 — revistaprojeto.com.br
- Prefeitura de São Paulo, "Edifício Martinelli retoma visitas guiadas gratuitas para o público", 2025 — prefeitura.sp.gov.br
Imagens
- Fig. 01 — O Martinelli em 2016, visto da Rua São Bento. Os blocos claros do alto incluem os andares da antiga casa do dono: Wilfredor · CC0
- Fig. 02 — O Martinelli em 1939, ainda sem rival à altura no centro de São Paulo: Autor não identificado (Museu Paulista da USP, coleção cartões-postais) · Domínio público
- Fig. 03 — A Avenida São João num cartão-postal sem data: o Martinelli ao centro e, atrás, a torre do Edifício Altino Arantes, que tirou dele o posto de mais alto da cidade: Foto-Postal Colombo, autor não identificado (Museu Paulista da USP) · Domínio público
- Fig. 04 — As varandas da Casa do Comendador, a residência que Martinelli construiu nos últimos andares do prédio, em 2015: Wilfredor · CC BY-SA 4.0
