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Arquitetura do Impossível
Tema · 10 obras

Grandes obras do Brasil

Do alto do Corcovado à floresta de Rondônia, as obras brasileiras deste site têm em comum um problema que parecia sem solução. O Cristo Redentor (1922–1931) é uma figura de 38 m de concreto armado, com pele de pedra-sabão, no cume de uma agulha de granito. O Maracanã ficou pronto em menos de dois anos para a Copa de 1950, e o Congresso Nacional foi inaugurado com Brasília, em 21 de abril de 1960, ainda inacabado.

Em São Paulo, a Santos-Jundiaí venceu a Serra do Mar em 1867, o Martinelli subiu a 30 andares quando quase nenhum prédio da cidade passava de cinco e o MASP suspendeu um museu inteiro 8 m acima da Avenida Paulista. Em Florianópolis, a Ponte Hercílio Luz ficou 28 anos fechada antes de reabrir em 2019. Na Amazônia, a Madeira-Mamoré assentou trilhos por mais de 360 km de floresta, pântano e corredeira.

Sobre a água, a Ponte Rio-Niterói atravessou a Baía de Guanabara com mais de 13 km de ponte, e Itaipu desviou o rio Paraná para erguer uma barragem de 196 m na fronteira com o Paraguai. Cada página traz a ficha completa, com o grau de confiança de cada número.

Prancheta

As obras deste tema

  • Vista aérea do Cristo Redentor no topo do Corcovado, com a cidade e as montanhas da zona sul do Rio ao fundo 01 Estreia 08 out 2026

    Cristo Redentor

    Corcovado, Rio de Janeiro, Brasil · 1922–1931

    Como se ergueu o Cristo Redentor no Corcovado: concreto armado, cabeça modelada em Paris, pele de pedra-sabão e os números que ninguém anotou.

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  • Vista aérea da Ponte Rio–Niterói atravessando a baía de Guanabara, com a Ilha de Mocanguê e navios em primeiro plano 03 Estreia 22 out 2026

    Ponte Rio–Niterói

    Baía de Guanabara, entre Rio de Janeiro e Niterói, Brasil · 1969–1974

    Como foi construída a Ponte Rio-Niterói: mais de 13 km sobre a Guanabara, um vão de aço entre navios e aviões e uma conta de mortos que nunca fechou.

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  • Vista aérea da Usina de Itaipu: o vertedouro à esquerda, a barragem em curva e o reservatório ao fundo, com o rio Paraná em primeiro plano 05 Estreia 05 nov 2026

    Usina de Itaipu

    Rio Paraná, entre Foz do Iguaçu, Brasil, e Hernandarias, Paraguai · 1975–1984

    Como Brasil e Paraguai desviaram o rio Paraná, ergueram Itaipu e cobriram Sete Quedas em 14 dias, e por que a conta dos mortos ainda é uma estimativa.

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  • Trilhos em linha reta sobre um pântano alagado, com troncos de palmeira sob a via, homens e cavalos ao fundo e mata baixa dos dois lados 07 Estreia 19 nov 2026

    Estrada de Ferro Madeira-Mamoré

    De Porto Velho a Guajará-Mirim, Rondônia, Brasil · 1907–1912

    Como a Madeira-Mamoré atravessou pântano, corredeira e malária na Amazônia, e por que a conta dos mortos vai de menos de 2 mil a 6 mil ou mais.

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  • Ponte pênsil de aço cinza sobre água calma, com uma torre treliçada alta à direita, a corrente descendo em curva até a treliça do vão central e uma praia com pedras em primeiro plano 09 Estreia 03 dez 2026

    Ponte Hercílio Luz

    Estreito entre a Ilha de Santa Catarina e o continente, Florianópolis, Santa Catarina, Brasil · 1922–1926

    Como Florianópolis ganhou a Ponte Hercílio Luz, pênsil de correntes, em 1926, por que ela ficou 28 anos fechada e o que foi preciso trocar para reabri-la.

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  • Fotografia antiga em preto e branco: a cúpula côncava da Câmara coberta de andaimes de tubos, sobre a laje da plataforma sustentada por pilotis e fachada de vidro; atrás, o esqueleto de uma das torres em construção 11 Estreia 17 dez 2026

    Congresso Nacional

    Praça dos Três Poderes, Brasília, Distrito Federal, Brasil · 1957–1960

    Como Niemeyer e o calculista Joaquim Cardozo fizeram as cúpulas e as torres do Congresso para 21/04/1960, e o que ainda faltava no dia da inauguração.

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  • Fotografia antiga em sépia: uma ferrovia de via dupla corre em curva numa encosta íngreme, com muro de pedra à esquerda, um túnel ao fundo, postes de telégrafo e o vale coberto de névoa à direita 13 Estreia 31 dez 2026

    Estrada de Ferro Santos–Jundiaí

    Serra do Mar, entre Santos e Jundiaí, passando por São Paulo, estado de São Paulo, Brasil · 1860–1867

    Como a São Paulo Railway, a Santos-Jundiaí, venceu a Serra do Mar em 1867 com quatro rampas, cabo de aço e vapor, e por que a ideia voltou à mesa em 2026.

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  • Caixa de vidro escuro e concreto suspensa sobre a calçada, presa entre dois grandes pórticos vermelhos, com pedestres passando por baixo e prédios altos ao fundo 15 Estreia 14 jan 2027

    MASP

    Avenida Paulista, Bela Vista, São Paulo, Brasil · 1960–1968

    Como Lina Bo Bardi e Figueiredo Ferraz suspenderam o MASP sobre um vão livre na Paulista, por que ele ficou vermelho e o que mudou em 2026.

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  • Vista aérea colorida de um estádio oval de concreto com o campo verde no centro, arquibancadas cheias e uma marquise contínua dividida em gomos claros em toda a volta; ao fundo, um ginásio de cúpula redonda e prédios da cidade 17 Estreia 28 jan 2027

    Estádio do Maracanã

    Bairro do Maracanã, Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, Brasil · 1948–1950

    Como o Rio ergueu o Maracanã em menos de dois anos, o maior estádio da época, para a Copa de 1950, e por que a marquise sem pilares foi demolida em 2011.

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  • Prédio alto e largo de fachada rosada, com quatro blocos escalonados e coroamento claro com pináculos, visto de baixo de uma rua de pedestres com palmeiras e um relógio de rua 19 Estreia 11 fev 2027

    Edifício Martinelli

    Rua São Bento, Avenida São João e Rua Líbero Badaró, centro de São Paulo, São Paulo, Brasil · 1924–1934

    Como um imigrante italiano subiu o Martinelli de 12 ou 14 para 30 andares, enfrentou embargo, morou no topo e perdeu o prédio para as dívidas.

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Outros temas

As obras agrupadas pelo problema que resolveram: pontes, arranha-céus, túneis, estádios, água.