Em janeiro de 1957, um arquiteto dinamarquês de 38 anos, Jørn Utzon, venceu o concurso para a casa de ópera de Sydney, na Austrália, com desenhos que eram pouco mais que um croqui: conchas brancas, curvas e livres, abertas sobre o porto em Bennelong Point. O júri ficou com o desenho. Ninguém sabia ainda como construí-lo.
A obra começou em 1959 com a cobertura sem solução. Os engenheiros da Ove Arup & Partners passaram anos tentando transformar aquelas curvas em parábolas e elipses que pudessem ser calculadas e fabricadas. A resposta, em 1961, foi tirar todas as conchas da superfície de uma mesma esfera. O resto da história, com a saída do arquiteto, um orçamento multiplicado por 14 e uma loteria que pagou a conta, levou até 1973.
FICHAFicha da obra
| Por quê | Dar a Sydney uma grande casa de ópera e concertos. O governo de Nova Gales do Sul, sob o premier Joseph Cahill, abriu um concurso internacional e escolheu Bennelong Point, a ponta de terra no porto onde ficava um depósito de bondes.o depósito de bondes vem de uma fonte só (Dictionary of Sydney) | 2+ fontes |
|---|---|---|
| O concurso | Vencido por Jørn Utzon, anunciado em 29/01/1957. O júri incluía o arquiteto finlandês-americano Eero Saarinen. O número de projetos recebidos aparece como 220, 223 ou 233, de 28 ou 32 países.o vencedor e a data são confirmados; a contagem de inscritos varia até entre as páginas do próprio Opera House | diverge |
| Projeto | Jørn Utzon, até sua renúncia em 28/02/1966. Depois, Peter Hall, com Lionel Todd e David Littlemore, sob o arquiteto do governo E. H. Farmer, desenhou os interiores e mudou o programa das salas.a nomeação de Hall aparece em 28 de março ou em 19 de abril de 1966 | 2+ fontes |
| Engenharia | Ove Arup & Partners, de Londres, do começo ao fim. Jack Zunz assumiu o problema da cobertura em 1961; o jovem engenheiro Peter Rice cuidou em Sydney da locação das peças das conchas.a Arup diz ter sido nomeada em 1957; a New Civil Engineer, em novembro de 1958 | 2+ fontes |
| A solução | Depois de 12 esquemas, com parábolas e elipsoides, todas as conchas foram tiradas da superfície de uma mesma esfera, em 1961. A curvatura igual permitiu fabricar as nervuras em série no canteiro. O raio aparece como 75,2 metros na Wikipédia; a Arup fala em 75 metros de diâmetro.o Opera House atribui a ideia a Utzon; o relato de Jack Zunz descreve uma chegada conjunta | 2+ fontes |
| Quem construiu | Civil & Civic, o pódio (1959–1963); M. R. Hornibrook, as conchas, a partir de 1963, montadas com um arco de aço móvel calculado à mão pelo engenheiro Joe Bertony; depois, os interiores. | 2+ fontes |
| Prazo | Início em 02/03/1959; pódio pronto em fevereiro de 1963; conchas de 1963 a 1966 ou 1967; inauguração em 20/10/1973 pela rainha Elizabeth II. Previsão inicial: 4 anos e entrega em 1963. | 2+ fontes |
| Operários | Cerca de 10 mil ao longo da obra, segundo o Sydney Opera House. Pico, jornada e salário não aparecem nas fontes consultadas. Em 1972, os operários ocuparam o canteiro por cerca de cinco semanas e trabalharam sob controle próprio. | 1 fonte |
| Mortes e acidentes | Nenhuma fonte institucional consultada publica um número de mortos ou feridos na obra. As versões que circulam, de nenhuma morte ou de uma, vêm de sites sem fonte primária. | sem registro |
| Custo | Orçamento de £3,5 milhões em 1957, o mesmo que AU$ 7 milhões depois da troca de moeda de 1966. Custo final de AU$ 102 milhões, 14,6 vezes o orçamento, ou 1.357% acima do previsto, em valores nominais.o total é soma nominal de 14 anos de gastos; sem a série anual, não há conversão confiável para valores de hoje | 2+ fontes |
| Quem pagou | A Opera House Lottery, do governo de Nova Gales do Sul: 496 sorteios e cerca de 86,7 milhões de bilhetes, que renderam AU$ 102 milhões até 1986, segundo o Tesouro do estado.o primeiro sorteio aparece em 1957 ou em 1958 | 2+ fontes |
| Conchas e azulejos | 2.194 peças pré-moldadas de nervura, de até 15 ou 15,5 toneladas cada. 1.056.006 azulejos de 120 mm feitos pela sueca Höganäs, brancos brilhantes e creme foscos, assentados em 4.228 painéis em forma de divisa.o número de painéis vem só do Opera House | 2+ fontes |
| A saída de Utzon | Depois da eleição de 1965, o ministro de Obras Públicas Davis Hughes reteve pagamentos de honorários. Utzon renunciou em 28/02/1966, deixou a Austrália em abril e nunca voltou para ver a obra pronta. | 2+ fontes |
| Patrimônio | Inscrita na Lista do Patrimônio Mundial da UNESCO em 28/06/2007, por decisão unânime, na terceira tentativa. | 2+ fontes |
| Reformas | A Sala de Concertos ficou cerca de dois anos fechada e reabriu em julho de 2022 com nova acústica, dentro de um programa de renovação de AU$ 275 milhões ou AU$ 300 milhões, conforme a fonte. | diverge |
| Hoje | Em 04/08/2026, o governo do estado anunciou AU$ 120 milhões para manutenção e modernização, incluindo o reforço da estrutura sob o Northern Boardwalk, a plataforma sobre a água, depois de mais de 50 anos de ambiente marinho. | 2+ fontes |
01Um croqui sem geometria
Em 1956, o governo de Nova Gales do Sul abriu um concurso internacional para uma casa de ópera em Bennelong Point, a ponta de terra no porto de Sydney, ao lado da Harbour Bridge. Chegaram mais de duzentos projetos. O vencedor, anunciado em 29 de janeiro de 1957, foi o de número 218, do dinamarquês Jørn Utzon: um pódio de pedra e, sobre ele, conchas brancas abertas para o mar.
Era um desenho, não um projeto. As curvas tinham sido traçadas à mão livre e não correspondiam a nenhuma forma que se pudesse escrever em equação. Sem equação, não havia como calcular o esforço em cada ponto nem como fabricar as peças. A lenda diz que Eero Saarinen, membro do júri, tirou o projeto de Utzon da pilha dos rejeitados; outro jurado, Henry Ashworth, negou a história, e não há registro preciso de como a escolha foi feita.
02Começar sem telhado
O premier Joseph Cahill, segundo os relatos da época, queria começar logo, para que um governo seguinte não pudesse cancelar a obra. A obra começou em 2 de março de 1959, com a construtora Civil & Civic fazendo o pódio, enquanto a cobertura ainda não tinha solução. Cahill morreu sete meses depois. O orçamento do concurso era de £3,5 milhões, e a entrega estava prevista para 1963.
Em Londres, os engenheiros da Ove Arup & Partners tentaram dar forma às conchas. Primeiro, seções de parábolas; depois, de elipsoides. A própria Arup conta 12 esquemas antes de chegar à solução. A ideia inicial de uma casca fina de concreto deu lugar a nervuras, e cada nova geometria esbarrava no mesmo problema: as conchas tinham curvaturas diferentes em cada ponto, e cada peça teria de ser única. O pódio, começado antes de a cobertura ter forma, só ficou pronto em fevereiro de 1963.
03Fatias de uma esfera
A saída, em 1961, foi abandonar as formas livres e tirar todas as conchas da superfície de uma mesma esfera. Numa esfera, a curvatura é igual em toda parte. Assim, as nervuras podiam ser divididas em segmentos que se repetiam, moldados em série no próprio canteiro, e a cobertura inteira virava um problema de fabricação, não de escultura. A solução foi formalizada no chamado Yellow Book, entregue em janeiro de 1962, com plantas, cortes e os detalhes das nervuras e dos azulejos.
Quem teve a ideia é questão de versão. O Sydney Opera House conta que Utzon a teve sozinho, numa noite, no escritório de Hellebæk, na Dinamarca, ao ver que os modelos das conchas se encaixavam uns nos outros, e diz que a história de que ele descascou uma laranja é mito. O relato do engenheiro Jack Zunz, que assumiu o problema na Arup em agosto de 1961, descreve uma chegada conjunta: os engenheiros explicaram que só formas esféricas ou toroidais davam a repetição de que a obra precisava, e a escolha veio cerca de um mês depois.
Calcular as conchas exigiu um dos primeiros usos de computador em análise estrutural. Segundo a revista Civil Engineering, da sociedade americana de engenheiros civis, foram cerca de 2.000 horas de computador até março de 1967.
04Montar no ar
A construtora M. R. Hornibrook assumiu as conchas em 1963. Ao todo, 2.194 peças pré-moldadas de concreto, de até 15 toneladas cada, foram fabricadas no local, içadas por guindastes e unidas umas às outras com resina epóxi, presas por cabos de aço protendido. Para posicioná-las, o engenheiro Joe Bertony, nascido na Córsega, desenhou um arco de montagem de aço que se deslocava sobre o pódio. Ele fez os cálculos à mão; conferidos depois num computador IBM 7090, em Woomera, não tinham erro.
Em Sydney, o engenheiro residente da Arup era Peter Rice, que tinha trabalhado na geometria das conchas em Londres e escreveu um programa para locar cada peça no espaço. Depois vinham os azulejos. A empresa sueca Höganäs passou três anos desenvolvendo o que ficou conhecido como Sydney Tile: 120 milímetros, argila com um pouco de pedra moída, em branco brilhante e creme fosco. São 1.056.006 azulejos, assentados em 4.228 painéis em forma de divisa, fabricados sob a escadaria monumental.
05O arquiteto que foi embora
Em 1965, o governo mudou. O novo premier, Robert Askin, tinha criticado o projeto, e o ministro de Obras Públicas, Davis Hughes, passou a controlar pagamentos e decisões. Com honorários retidos, Utzon renunciou em 28 de fevereiro de 1966. Deixou a Austrália em abril e nunca voltou para ver o edifício pronto.
O arquiteto Peter Hall, formado em Sydney, assumiu os interiores com Lionel Todd e David Littlemore. Em dezembro de 1966, decidiu que a sala maior, que Utzon desenhava para ópera e concerto, seria só de concertos, e a ópera foi para uma sala menor; a maquinaria de palco já instalada foi desmontada. Numa entrevista de 1973, Hall disse que o auditório em que Utzon trabalhava tinha assentos e corredores fora das normas de evacuação. A obra seguiu até 1973, com um episódio único em 1972, quando os operários expulsaram a gerência e trabalharam por cerca de cinco semanas sob controle próprio.
06A conta da loteria
O orçamento de 1957, £3,5 milhões, virou AU$ 7 milhões quando a Austrália trocou a libra pelo dólar, em 1966. O custo final foi de AU$ 102 milhões, 14,6 vezes o orçamento, ou 1.357% acima do previsto, somando valores de catorze anos sem correção. Em vez de quatro anos, foram catorze, e a entrega atrasou dez.
Quem pagou foi o jogo. Segundo o Tesouro de Nova Gales do Sul, a Opera House Lottery fez 496 sorteios e vendeu cerca de 86,7 milhões de bilhetes, a £5 cada, com prêmio máximo de £100.000, e arrecadou AU$ 102 milhões até 1986. A rainha Elizabeth II inaugurou o edifício em 20 de outubro de 1973. Utzon não foi.
07Cinquenta anos de mar
A reconciliação veio tarde. Em 1999, Utzon foi chamado para definir os princípios de projeto do edifício; em 2003 recebeu o Prêmio Pritzker; em 2004, uma sala refeita segundo seu desenho ganhou o nome dele. Em 28 de junho de 2007, a Ópera entrou na Lista do Patrimônio Mundial da UNESCO, por unanimidade, na terceira tentativa. Utzon morreu em novembro de 2008. A Sala de Concertos ficou cerca de dois anos fechada e reabriu em julho de 2022 com nova acústica.
Em 4 de agosto de 2026, o governo do estado anunciou AU$ 120 milhões para manutenção e modernização. Além de trocar maquinaria de palco de até 50 anos, o pacote inclui reforçar a estrutura sob o Northern Boardwalk, a plataforma sobre a água, depois de mais de meio século de ambiente marinho. A obra que só ficou de pé porque suas peças se repetiam agora precisa proteger a base sobre a qual está apoiada.
MITOSO que circula e o que o registro diz
- O que circula
Utzon descascou uma laranja e descobriu que as conchas podiam sair de uma esfera.
O que o registro dizO próprio Sydney Opera House diz que a história da laranja é mito. A versão oficial é a de que Utzon viu, numa noite de 1961, que os modelos das conchas se encaixavam uns nos outros. O relato do engenheiro Jack Zunz, da Arup, descreve a chegada à esfera como trabalho conjunto entre arquiteto e engenheiros.
- O que circula
As conchas de concreto não paravam em pé.
O que o registro dizO que faltava, antes de tudo, era geometria. As curvas do croqui de 1957 não correspondiam a nenhuma forma calculável, e por isso não havia como dimensioná-las nem fabricá-las. A casca fina imaginada no início também não resistia às cargas de vento, o que levou às nervuras. Foram 12 esquemas, com parábolas e elipsoides, antes da solução esférica.
- O que circula
Eero Saarinen tirou o projeto de Utzon da pilha dos rejeitados.
O que o registro dizÉ a anedota mais repetida do concurso, mas não há registro preciso de como o júri decidiu. O jurado Henry Ashworth negou a história e disse que Leslie Martin, outro membro do júri, já tinha se impressionado com o projeto antes de Saarinen chegar.
- O que circula
Ninguém morreu na construção da Ópera de Sydney.
O que o registro dizNenhuma fonte institucional consultada publica um número de mortos na obra. A frase aparece em sites sem fonte, assim como a versão oposta, de uma morte. O que existe é ausência de registro.
PERGUNTASPerguntas frequentes
Como foi construída a Ópera de Sydney?
As conchas do croqui de Utzon não tinham geometria calculável; depois de 12 esquemas, em 1961 todas passaram a ser tiradas da superfície de uma mesma esfera. Assim, 2.194 peças pré-moldadas de concreto foram fabricadas em série no canteiro, içadas e unidas com resina epóxi e cabos de aço protendido.
Quando foi construída a Ópera de Sydney?
A obra começou em 2 de março de 1959 e a Ópera foi inaugurada pela rainha Elizabeth II em 20 de outubro de 1973. Foram 14 anos de obra, contra a previsão de 4 anos e entrega em 1963.
Quem foi o arquiteto da Ópera de Sydney?
O dinamarquês Jørn Utzon, que venceu o concurso em 1957. Ele renunciou em 28 de fevereiro de 1966 e nunca voltou para ver a obra pronta; os interiores foram desenhados por Peter Hall, com Lionel Todd e David Littlemore. A engenharia foi da Ove Arup & Partners do começo ao fim.
Quanto custou a Ópera de Sydney?
O custo final foi de AU$ 102 milhões, 14,6 vezes o orçamento de 1957, de £3,5 milhões, o mesmo que AU$ 7 milhões. Quem pagou foi a Opera House Lottery, do governo de Nova Gales do Sul, que arrecadou AU$ 102 milhões até 1986.
Quantas pessoas morreram na construção da Ópera de Sydney?
Não há registro. Nenhuma fonte institucional consultada publica um número de mortos ou feridos na obra, e as versões que circulam, de nenhuma morte ou de uma, vêm de sites sem fonte primária. Cerca de 10 mil operários passaram pela obra, segundo o Sydney Opera House.
Episódio em produção
Toda semana, uma obra que não deveria ter ficado de pé.

Plataforma Troll A
Campo de gás de Troll, mar do Norte, a noroeste de Bergen, Vestland, Noruega · 1991–1996Começar, meses depois de outra base da mesma construtora afundar por um erro de cálculo, uma torre de concreto de 472 metros, erguê-la num fiorde, fazê-la flutuar de pé até o alto-mar e assentá-la sobre 303 metros de água.
Ler a obra →MAISLeia também
FONTESFontes
- Sydney Opera House, "The spherical solution" — sydneyoperahouse.com
- Sydney Opera House, "Interesting facts about Sydney Opera House" — sydneyoperahouse.com
- Sydney Opera House, "Jørn Utzon AC" — sydneyoperahouse.com
- NSW Treasury, "The House the Lotteries Built" — nsw.gov.au
- Arup, "Sydney Opera House" — arup.com
- Laila Ellmoos, "Sydney Opera House", Dictionary of Sydney, 2008 — dictionaryofsydney.org
- Civil Engineering (ASCE), "Australia's Sydney Opera House hits all the right notes", setembro de 2022 — asce.org
- New Civil Engineer, "No.30 Sydney Opera House", 25/10/2012 — newcivilengineer.com
- create (Engineers Australia), "The engineering that turned the Sydney Opera House from an idea into an icon" — createdigital.org.au
- Andrew Botros, "Jack Zunz's Opera House" — linkedin.com
- ArchitectureAU, "Fifty years of Sydney Opera House in 50 facts", 2023 — architectureau.com
- ABC News, "The man who fixed the 'plain illegal' Sydney Opera House", 01/02/2016 — abc.net.au
- ABC News, "Opera House makes World Heritage list", 28/06/2007 — abc.net.au
- ABC News, reabertura da Sala de Concertos da Ópera de Sydney, 14/07/2022 — abc.net.au
- Commons Library, "The 1972 Sydney Opera House Work-In" — commonslibrary.org
- Governo de Nova Gales do Sul, "Securing the future of live performance at the Sydney Opera House", 04/08/2026 — nsw.gov.au
- The Urban Developer, "Sydney Opera House Lines Up $120m Program of Renewal, Upgrades", 2026 — theurbandeveloper.com
- Sydney Opera House, "Sydney Opera House CEO Louise Herron to step down after 14 years", 01/07/2026 — sydneyoperahouse.com
- Wikipédia, "Sydney Opera House" (ponto de partida) — en.wikipedia.org
Imagens
- Fig. 01 — A Ópera em 2015, vista da Harbour Bridge, em Bennelong Point: Bernard Gagnon · CC BY-SA 3.0
- Fig. 02 — As conchas em montagem em 1965, vistas do alto, com as peças pré-moldadas das nervuras estocadas no pódio: Len Stone photograph collection, City of Sydney Archives · CC BY 4.0
- Fig. 03 — Por volta de 1965: as conchas sobem nervura por nervura, com a Harbour Bridge ao fundo: Len Stone photograph collection, City of Sydney Archives · CC BY 4.0
- Fig. 04 — Em 1968, as conchas estão fechadas e os interiores, sob o novo arquiteto Peter Hall, ainda por fazer: Phillip Capper · CC BY 2.0
- Fig. 05 — A balsa Baragoola no porto durante a inauguração, em 20 de outubro de 1973: Graeme Andrews, City of Sydney Archives · CC BY 4.0
- Fig. 06 — Nervuras, vidro e azulejos: a ponta de uma das conchas em 2019: Dietmar Rabich · CC BY-SA 4.0
