Pular para o conteúdo
Arquitetura do Impossível
A Ópera de Sydney vista do alto, de dia: conchas brancas sobre um pódio cor de areia na beira do porto, água azul em volta, um barco vermelho deixando rastro de espuma e a cidade ao fundo A Ópera em 2015, vista da Harbour Bridge, em Bennelong Point. — Bernard Gagnon · CC BY-SA 3.0
Obra 28 · Mundo

Ópera de Sydney

Bennelong Point, Sydney, Nova Gales do Sul, Austrália · 1959–1973

Transformar em concreto um croqui de conchas desenhadas à mão livre, que não correspondiam a nenhuma forma geométrica conhecida e que, por anos, ninguém conseguiu descrever em números, calcular ou fabricar.

Em janeiro de 1957, um arquiteto dinamarquês de 38 anos, Jørn Utzon, venceu o concurso para a casa de ópera de Sydney, na Austrália, com desenhos que eram pouco mais que um croqui: conchas brancas, curvas e livres, abertas sobre o porto em Bennelong Point. O júri ficou com o desenho. Ninguém sabia ainda como construí-lo.

A obra começou em 1959 com a cobertura sem solução. Os engenheiros da Ove Arup & Partners passaram anos tentando transformar aquelas curvas em parábolas e elipses que pudessem ser calculadas e fabricadas. A resposta, em 1961, foi tirar todas as conchas da superfície de uma mesma esfera. O resto da história, com a saída do arquiteto, um orçamento multiplicado por 14 e uma loteria que pagou a conta, levou até 1973.

FICHAFicha da obra

Por quêDar a Sydney uma grande casa de ópera e concertos. O governo de Nova Gales do Sul, sob o premier Joseph Cahill, abriu um concurso internacional e escolheu Bennelong Point, a ponta de terra no porto onde ficava um depósito de bondes.o depósito de bondes vem de uma fonte só (Dictionary of Sydney)2+ fontes
O concursoVencido por Jørn Utzon, anunciado em 29/01/1957. O júri incluía o arquiteto finlandês-americano Eero Saarinen. O número de projetos recebidos aparece como 220, 223 ou 233, de 28 ou 32 países.o vencedor e a data são confirmados; a contagem de inscritos varia até entre as páginas do próprio Opera Housediverge
ProjetoJørn Utzon, até sua renúncia em 28/02/1966. Depois, Peter Hall, com Lionel Todd e David Littlemore, sob o arquiteto do governo E. H. Farmer, desenhou os interiores e mudou o programa das salas.a nomeação de Hall aparece em 28 de março ou em 19 de abril de 19662+ fontes
EngenhariaOve Arup & Partners, de Londres, do começo ao fim. Jack Zunz assumiu o problema da cobertura em 1961; o jovem engenheiro Peter Rice cuidou em Sydney da locação das peças das conchas.a Arup diz ter sido nomeada em 1957; a New Civil Engineer, em novembro de 19582+ fontes
A soluçãoDepois de 12 esquemas, com parábolas e elipsoides, todas as conchas foram tiradas da superfície de uma mesma esfera, em 1961. A curvatura igual permitiu fabricar as nervuras em série no canteiro. O raio aparece como 75,2 metros na Wikipédia; a Arup fala em 75 metros de diâmetro.o Opera House atribui a ideia a Utzon; o relato de Jack Zunz descreve uma chegada conjunta2+ fontes
Quem construiuCivil & Civic, o pódio (1959–1963); M. R. Hornibrook, as conchas, a partir de 1963, montadas com um arco de aço móvel calculado à mão pelo engenheiro Joe Bertony; depois, os interiores.2+ fontes
PrazoInício em 02/03/1959; pódio pronto em fevereiro de 1963; conchas de 1963 a 1966 ou 1967; inauguração em 20/10/1973 pela rainha Elizabeth II. Previsão inicial: 4 anos e entrega em 1963.2+ fontes
OperáriosCerca de 10 mil ao longo da obra, segundo o Sydney Opera House. Pico, jornada e salário não aparecem nas fontes consultadas. Em 1972, os operários ocuparam o canteiro por cerca de cinco semanas e trabalharam sob controle próprio.1 fonte
Mortes e acidentesNenhuma fonte institucional consultada publica um número de mortos ou feridos na obra. As versões que circulam, de nenhuma morte ou de uma, vêm de sites sem fonte primária.sem registro
CustoOrçamento de £3,5 milhões em 1957, o mesmo que AU$ 7 milhões depois da troca de moeda de 1966. Custo final de AU$ 102 milhões, 14,6 vezes o orçamento, ou 1.357% acima do previsto, em valores nominais.o total é soma nominal de 14 anos de gastos; sem a série anual, não há conversão confiável para valores de hoje2+ fontes
Quem pagouA Opera House Lottery, do governo de Nova Gales do Sul: 496 sorteios e cerca de 86,7 milhões de bilhetes, que renderam AU$ 102 milhões até 1986, segundo o Tesouro do estado.o primeiro sorteio aparece em 1957 ou em 19582+ fontes
Conchas e azulejos2.194 peças pré-moldadas de nervura, de até 15 ou 15,5 toneladas cada. 1.056.006 azulejos de 120 mm feitos pela sueca Höganäs, brancos brilhantes e creme foscos, assentados em 4.228 painéis em forma de divisa.o número de painéis vem só do Opera House2+ fontes
A saída de UtzonDepois da eleição de 1965, o ministro de Obras Públicas Davis Hughes reteve pagamentos de honorários. Utzon renunciou em 28/02/1966, deixou a Austrália em abril e nunca voltou para ver a obra pronta.2+ fontes
PatrimônioInscrita na Lista do Patrimônio Mundial da UNESCO em 28/06/2007, por decisão unânime, na terceira tentativa.2+ fontes
ReformasA Sala de Concertos ficou cerca de dois anos fechada e reabriu em julho de 2022 com nova acústica, dentro de um programa de renovação de AU$ 275 milhões ou AU$ 300 milhões, conforme a fonte.diverge
HojeEm 04/08/2026, o governo do estado anunciou AU$ 120 milhões para manutenção e modernização, incluindo o reforço da estrutura sob o Northern Boardwalk, a plataforma sobre a água, depois de mais de 50 anos de ambiente marinho.2+ fontes
2+ fontes Confirmado em duas ou mais fontes independentes.1 fonte Uma fonte só; o texto diz qual.diverge As fontes discordam; mostramos as versões e não escolhemos.sem registro Ninguém registrou. Dizemos isso em vez de inventar.

01Um croqui sem geometria

Em 1956, o governo de Nova Gales do Sul abriu um concurso internacional para uma casa de ópera em Bennelong Point, a ponta de terra no porto de Sydney, ao lado da Harbour Bridge. Chegaram mais de duzentos projetos. O vencedor, anunciado em 29 de janeiro de 1957, foi o de número 218, do dinamarquês Jørn Utzon: um pódio de pedra e, sobre ele, conchas brancas abertas para o mar.

Era um desenho, não um projeto. As curvas tinham sido traçadas à mão livre e não correspondiam a nenhuma forma que se pudesse escrever em equação. Sem equação, não havia como calcular o esforço em cada ponto nem como fabricar as peças. A lenda diz que Eero Saarinen, membro do júri, tirou o projeto de Utzon da pilha dos rejeitados; outro jurado, Henry Ashworth, negou a história, e não há registro preciso de como a escolha foi feita.

FIG. 02As conchas em montagem em 1965, vistas do alto, com as peças pré-moldadas das nervuras estocadas no pódio.Len Stone photograph collection, City of Sydney Archives · CC BY 4.0

02Começar sem telhado

O premier Joseph Cahill, segundo os relatos da época, queria começar logo, para que um governo seguinte não pudesse cancelar a obra. A obra começou em 2 de março de 1959, com a construtora Civil & Civic fazendo o pódio, enquanto a cobertura ainda não tinha solução. Cahill morreu sete meses depois. O orçamento do concurso era de £3,5 milhões, e a entrega estava prevista para 1963.

Em Londres, os engenheiros da Ove Arup & Partners tentaram dar forma às conchas. Primeiro, seções de parábolas; depois, de elipsoides. A própria Arup conta 12 esquemas antes de chegar à solução. A ideia inicial de uma casca fina de concreto deu lugar a nervuras, e cada nova geometria esbarrava no mesmo problema: as conchas tinham curvaturas diferentes em cada ponto, e cada peça teria de ser única. O pódio, começado antes de a cobertura ter forma, só ficou pronto em fevereiro de 1963.

FIG. 03Por volta de 1965: as conchas sobem nervura por nervura, com a Harbour Bridge ao fundo.Len Stone photograph collection, City of Sydney Archives · CC BY 4.0

03Fatias de uma esfera

A saída, em 1961, foi abandonar as formas livres e tirar todas as conchas da superfície de uma mesma esfera. Numa esfera, a curvatura é igual em toda parte. Assim, as nervuras podiam ser divididas em segmentos que se repetiam, moldados em série no próprio canteiro, e a cobertura inteira virava um problema de fabricação, não de escultura. A solução foi formalizada no chamado Yellow Book, entregue em janeiro de 1962, com plantas, cortes e os detalhes das nervuras e dos azulejos.

Quem teve a ideia é questão de versão. O Sydney Opera House conta que Utzon a teve sozinho, numa noite, no escritório de Hellebæk, na Dinamarca, ao ver que os modelos das conchas se encaixavam uns nos outros, e diz que a história de que ele descascou uma laranja é mito. O relato do engenheiro Jack Zunz, que assumiu o problema na Arup em agosto de 1961, descreve uma chegada conjunta: os engenheiros explicaram que só formas esféricas ou toroidais davam a repetição de que a obra precisava, e a escolha veio cerca de um mês depois.

Calcular as conchas exigiu um dos primeiros usos de computador em análise estrutural. Segundo a revista Civil Engineering, da sociedade americana de engenheiros civis, foram cerca de 2.000 horas de computador até março de 1967.

FIG. 04Em 1968, as conchas estão fechadas e os interiores, sob o novo arquiteto Peter Hall, ainda por fazer.Phillip Capper · CC BY 2.0

04Montar no ar

A construtora M. R. Hornibrook assumiu as conchas em 1963. Ao todo, 2.194 peças pré-moldadas de concreto, de até 15 toneladas cada, foram fabricadas no local, içadas por guindastes e unidas umas às outras com resina epóxi, presas por cabos de aço protendido. Para posicioná-las, o engenheiro Joe Bertony, nascido na Córsega, desenhou um arco de montagem de aço que se deslocava sobre o pódio. Ele fez os cálculos à mão; conferidos depois num computador IBM 7090, em Woomera, não tinham erro.

Em Sydney, o engenheiro residente da Arup era Peter Rice, que tinha trabalhado na geometria das conchas em Londres e escreveu um programa para locar cada peça no espaço. Depois vinham os azulejos. A empresa sueca Höganäs passou três anos desenvolvendo o que ficou conhecido como Sydney Tile: 120 milímetros, argila com um pouco de pedra moída, em branco brilhante e creme fosco. São 1.056.006 azulejos, assentados em 4.228 painéis em forma de divisa, fabricados sob a escadaria monumental.

FIG. 05A balsa Baragoola no porto durante a inauguração, em 20 de outubro de 1973.Graeme Andrews, City of Sydney Archives · CC BY 4.0

05O arquiteto que foi embora

Em 1965, o governo mudou. O novo premier, Robert Askin, tinha criticado o projeto, e o ministro de Obras Públicas, Davis Hughes, passou a controlar pagamentos e decisões. Com honorários retidos, Utzon renunciou em 28 de fevereiro de 1966. Deixou a Austrália em abril e nunca voltou para ver o edifício pronto.

O arquiteto Peter Hall, formado em Sydney, assumiu os interiores com Lionel Todd e David Littlemore. Em dezembro de 1966, decidiu que a sala maior, que Utzon desenhava para ópera e concerto, seria só de concertos, e a ópera foi para uma sala menor; a maquinaria de palco já instalada foi desmontada. Numa entrevista de 1973, Hall disse que o auditório em que Utzon trabalhava tinha assentos e corredores fora das normas de evacuação. A obra seguiu até 1973, com um episódio único em 1972, quando os operários expulsaram a gerência e trabalharam por cerca de cinco semanas sob controle próprio.

FIG. 06Nervuras, vidro e azulejos: a ponta de uma das conchas em 2019.Dietmar Rabich · CC BY-SA 4.0

06A conta da loteria

O orçamento de 1957, £3,5 milhões, virou AU$ 7 milhões quando a Austrália trocou a libra pelo dólar, em 1966. O custo final foi de AU$ 102 milhões, 14,6 vezes o orçamento, ou 1.357% acima do previsto, somando valores de catorze anos sem correção. Em vez de quatro anos, foram catorze, e a entrega atrasou dez.

Quem pagou foi o jogo. Segundo o Tesouro de Nova Gales do Sul, a Opera House Lottery fez 496 sorteios e vendeu cerca de 86,7 milhões de bilhetes, a £5 cada, com prêmio máximo de £100.000, e arrecadou AU$ 102 milhões até 1986. A rainha Elizabeth II inaugurou o edifício em 20 de outubro de 1973. Utzon não foi.

07Cinquenta anos de mar

A reconciliação veio tarde. Em 1999, Utzon foi chamado para definir os princípios de projeto do edifício; em 2003 recebeu o Prêmio Pritzker; em 2004, uma sala refeita segundo seu desenho ganhou o nome dele. Em 28 de junho de 2007, a Ópera entrou na Lista do Patrimônio Mundial da UNESCO, por unanimidade, na terceira tentativa. Utzon morreu em novembro de 2008. A Sala de Concertos ficou cerca de dois anos fechada e reabriu em julho de 2022 com nova acústica.

Em 4 de agosto de 2026, o governo do estado anunciou AU$ 120 milhões para manutenção e modernização. Além de trocar maquinaria de palco de até 50 anos, o pacote inclui reforçar a estrutura sob o Northern Boardwalk, a plataforma sobre a água, depois de mais de meio século de ambiente marinho. A obra que só ficou de pé porque suas peças se repetiam agora precisa proteger a base sobre a qual está apoiada.

MITOSO que circula e o que o registro diz

  • O que circula

    Utzon descascou uma laranja e descobriu que as conchas podiam sair de uma esfera.

    O que o registro diz

    O próprio Sydney Opera House diz que a história da laranja é mito. A versão oficial é a de que Utzon viu, numa noite de 1961, que os modelos das conchas se encaixavam uns nos outros. O relato do engenheiro Jack Zunz, da Arup, descreve a chegada à esfera como trabalho conjunto entre arquiteto e engenheiros.

  • O que circula

    As conchas de concreto não paravam em pé.

    O que o registro diz

    O que faltava, antes de tudo, era geometria. As curvas do croqui de 1957 não correspondiam a nenhuma forma calculável, e por isso não havia como dimensioná-las nem fabricá-las. A casca fina imaginada no início também não resistia às cargas de vento, o que levou às nervuras. Foram 12 esquemas, com parábolas e elipsoides, antes da solução esférica.

  • O que circula

    Eero Saarinen tirou o projeto de Utzon da pilha dos rejeitados.

    O que o registro diz

    É a anedota mais repetida do concurso, mas não há registro preciso de como o júri decidiu. O jurado Henry Ashworth negou a história e disse que Leslie Martin, outro membro do júri, já tinha se impressionado com o projeto antes de Saarinen chegar.

  • O que circula

    Ninguém morreu na construção da Ópera de Sydney.

    O que o registro diz

    Nenhuma fonte institucional consultada publica um número de mortos na obra. A frase aparece em sites sem fonte, assim como a versão oposta, de uma morte. O que existe é ausência de registro.

PERGUNTASPerguntas frequentes

Como foi construída a Ópera de Sydney?

As conchas do croqui de Utzon não tinham geometria calculável; depois de 12 esquemas, em 1961 todas passaram a ser tiradas da superfície de uma mesma esfera. Assim, 2.194 peças pré-moldadas de concreto foram fabricadas em série no canteiro, içadas e unidas com resina epóxi e cabos de aço protendido.

Quando foi construída a Ópera de Sydney?

A obra começou em 2 de março de 1959 e a Ópera foi inaugurada pela rainha Elizabeth II em 20 de outubro de 1973. Foram 14 anos de obra, contra a previsão de 4 anos e entrega em 1963.

Quem foi o arquiteto da Ópera de Sydney?

O dinamarquês Jørn Utzon, que venceu o concurso em 1957. Ele renunciou em 28 de fevereiro de 1966 e nunca voltou para ver a obra pronta; os interiores foram desenhados por Peter Hall, com Lionel Todd e David Littlemore. A engenharia foi da Ove Arup & Partners do começo ao fim.

Quanto custou a Ópera de Sydney?

O custo final foi de AU$ 102 milhões, 14,6 vezes o orçamento de 1957, de £3,5 milhões, o mesmo que AU$ 7 milhões. Quem pagou foi a Opera House Lottery, do governo de Nova Gales do Sul, que arrecadou AU$ 102 milhões até 1986.

Quantas pessoas morreram na construção da Ópera de Sydney?

Não há registro. Nenhuma fonte institucional consultada publica um número de mortos ou feridos na obra, e as versões que circulam, de nenhuma morte ou de uma, vêm de sites sem fonte primária. Cerca de 10 mil operários passaram pela obra, segundo o Sydney Opera House.

Episódio 28 · estreia 15 de abril de 2027

Episódio em produção

Toda semana, uma obra que não deveria ter ficado de pé.

Ver no YouTube
Plataforma de gás no mar calmo ao entardecer, com quatro colunas de concreto claras saindo da água e um convés cheio de módulos, guindaste e torre, à direita de um céu amplo
Próximo episódio · Obra 29 · estreia 22 abr 2027

Plataforma Troll A

Campo de gás de Troll, mar do Norte, a noroeste de Bergen, Vestland, Noruega · 1991–1996

Começar, meses depois de outra base da mesma construtora afundar por um erro de cálculo, uma torre de concreto de 472 metros, erguê-la num fiorde, fazê-la flutuar de pé até o alto-mar e assentá-la sobre 303 metros de água.

Ler a obra →

MAISLeia também

FONTESFontes

  1. Sydney Opera House, "The spherical solution" — sydneyoperahouse.com
  2. Sydney Opera House, "Interesting facts about Sydney Opera House" — sydneyoperahouse.com
  3. Sydney Opera House, "Jørn Utzon AC" — sydneyoperahouse.com
  4. NSW Treasury, "The House the Lotteries Built" — nsw.gov.au
  5. Arup, "Sydney Opera House" — arup.com
  6. Laila Ellmoos, "Sydney Opera House", Dictionary of Sydney, 2008 — dictionaryofsydney.org
  7. Civil Engineering (ASCE), "Australia's Sydney Opera House hits all the right notes", setembro de 2022 — asce.org
  8. New Civil Engineer, "No.30 Sydney Opera House", 25/10/2012 — newcivilengineer.com
  9. create (Engineers Australia), "The engineering that turned the Sydney Opera House from an idea into an icon" — createdigital.org.au
  10. Andrew Botros, "Jack Zunz's Opera House" — linkedin.com
  11. ArchitectureAU, "Fifty years of Sydney Opera House in 50 facts", 2023 — architectureau.com
  12. ABC News, "The man who fixed the 'plain illegal' Sydney Opera House", 01/02/2016 — abc.net.au
  13. ABC News, "Opera House makes World Heritage list", 28/06/2007 — abc.net.au
  14. ABC News, reabertura da Sala de Concertos da Ópera de Sydney, 14/07/2022 — abc.net.au
  15. Commons Library, "The 1972 Sydney Opera House Work-In" — commonslibrary.org
  16. Governo de Nova Gales do Sul, "Securing the future of live performance at the Sydney Opera House", 04/08/2026 — nsw.gov.au
  17. The Urban Developer, "Sydney Opera House Lines Up $120m Program of Renewal, Upgrades", 2026 — theurbandeveloper.com
  18. Sydney Opera House, "Sydney Opera House CEO Louise Herron to step down after 14 years", 01/07/2026 — sydneyoperahouse.com
  19. Wikipédia, "Sydney Opera House" (ponto de partida) — en.wikipedia.org

Imagens