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Arquitetura do Impossível
Vista aérea da Usina de Itaipu: o vertedouro à esquerda, a barragem em curva e o reservatório ao fundo, com o rio Paraná em primeiro plano Itaipu vista do alto, com o reservatório atrás da barragem e o rio Paraná abaixo dela. — International Hydropower Association (IHA) · CC BY 2.0
Obra 05 · Brasil

Usina de Itaipu

Rio Paraná, entre Foz do Iguaçu, Brasil, e Hernandarias, Paraguai · 1975–1984

Tirar o rio Paraná do próprio leito para erguer, no seco, uma barragem de 196 m de altura que pertence em partes iguais a dois países.

Em outubro de 1982, fecharam as comportas de uma barragem no rio Paraná. Em 14 dias, a água subiu até cobrir os saltos de Sete Quedas, uma das maiores cachoeiras do mundo em volume de água. Quatro anos antes, os mesmos construtores tinham feito o contrário: tirado o rio do leito para trabalhar no seco.

A Usina de Itaipu fica entre Foz do Iguaçu, no Brasil, e Hernandarias, no Paraguai, e é metade de cada país, por tratado. Esta página conta como ela foi erguida, quem ficou no caminho e o que até hoje não tem número firme.

FICHAFicha da obra

ContextoNos anos 1960, Brasil e Paraguai disputavam a área de Sete Quedas, na fronteira. A Ata do Iguaçu, de 22/06/1966, assinada em Foz do Iguaçu pelos chanceleres Juracy Magalhães e Raúl Sapena Pastor, encerrou a crise e previu estudar o aproveitamento do rio Paraná até a foz do Iguaçu.2+ fontes
TratadoTratado de Itaipu, 26/04/1973, Brasília, Brasil, assinado por Mário Gibson Barboza e Raúl Sapena Pastor. Cria uma entidade binacional com capital de US$ 100 milhões em partes iguais (Eletrobras e ANDE) e divide a energia em partes iguais.capital e divisão da energia lidos no texto do Tratado1 fonte
EntidadeItaipu Binacional constituída em 17/05/1974.2+ fontes
ConstrutorasUnicon (obras civis da margem brasileira), Conempa (margem paraguaia) e Itamon/CIE (montagem eletromecânica).a composição exata de cada consórcio não foi conferida2+ fontes
PrazoObras a partir de 1975; rio desviado em 20/10/1978; comportas fechadas em 13/10/1982; primeira unidade gerando em 05/05/1984; inauguração em 25/10/1984. A 18ª unidade entrou em 1991; a 19ª e a 20ª, em 2006 e 2007.o mês de início em 1975 diverge: janeiro ou outubro2+ fontes
Operários no picoQuase 32 mil no canteiro em 1978, segundo os registros das construtoras citados por pesquisadores e pela Agência Pública; cerca de 40 mil, segundo a Itaipu, contando canteiro e escritórios de apoio no Brasil e no Paraguai.diverge
Operários ao todoMais de 100 mil passaram pela obra; entre 1978 e 1981, até 5 mil eram contratados por mês. Cerca de 70% brasileiros e 30% paraguaios.a proporção por país e as 5 mil contratações por mês vêm, cada uma, de uma fonte só2+ fontes
CondiçõesVilas separadas por cargo; vigilância sobre os trabalhadores por uma assessoria de segurança ligada aos órgãos de informação da ditadura; jornadas de até 16 horas relatadas por ex-trabalhadores, sem documento; greves com tropas no canteiro em 1987.1 fonte
Mortes de operários106, estimativa da própria Itaipu para 1978–1984. Para 1975–1977 e 1985–1991 não há número oficial. Outras contagens: 40 em 1975–1979 (tese de Ivone Lima, 2004); 56 em 1976–1981, só na Unicon (boletim do consórcio); 138 (livro de Tão Gomes Pinto, 2009); até 800 (ex-técnico de segurança da obra); cerca de mil (fonte anônima da Itaipu à agência EFE, 2013).o número 149, que circula em sites em inglês, não tem origemdiverge
Acidentes43.530 acidentes de trabalho entre 1978 e 1984, brasileiros e paraguaios, segundo estimativa da Itaipu. Em 17/12/1981, um acidente com um guindaste Peiner, durante manutenção da lança, matou 5 operários.1 fonte
CustoCerca de US$ 12 bilhões (Memória da Eletricidade) ou cerca de US$ 14 bilhões (Itaipu, que fala em US$ 16 bilhões com juros e inflação do período), em dólares da época. A dívida, quitada em 28/02/2023, somou cerca de US$ 63 bilhões pagos, dos quais 27,9 bilhões em encargos: não é o custo da obra.nenhum valor convertido para dinheiro de hojediverge
MaterialMais de 12 milhões de m³ de concreto (a Itaipu dá 12,3, 12,6 e 12,7 milhões); 481.074 t de aço; mais de 50 milhões de m³ de terra e rocha escavados.o aço é dado técnico da Itaipu, fonte únicadiverge
Máquinas20 unidades de 700 MW: 10 em 50 Hz, a frequência do Paraguai, e 10 em 60 Hz, a do Brasil.2+ fontes
DesapropriadosNo Brasil, 8.519 propriedades (6.913 rurais e 1.606 urbanas), cerca de 101 mil hectares e cerca de 42 mil pessoas; outras fontes falam em 40 mil ou 60 mil atingidos. No Paraguai, o número de desapropriados não indígenas não foi registrado nas fontes consultadas.diverge
Avá-GuaraniEm 1977, um grupo de trabalho da Funai e do Incra reconheceu só 11 famílias, 27 pessoas. Em 2025, acordo homologado no STF prevê 3 mil hectares e R$ 240 milhões da Itaipu; em 29/10/2025, União, Funai, Incra e Itaipu publicaram pedido de desculpas.a contagem de 1977 vem do relatório da Comissão Estadual da Verdade do Paraná1 fonte
DepoisRecorde mundial de produção anual em 2016, com 103.098.366 MWh, superado pela chinesa Três Gargantas em 2020. A revisão do Anexo C do Tratado, prevista a partir de 2023, seguia sem acordo em setembro de 2026.2+ fontes
2+ fontes Confirmado em duas ou mais fontes independentes.1 fonte Uma fonte só; o texto diz qual.diverge As fontes discordam; mostramos as versões e não escolhemos.sem registro Ninguém registrou. Dizemos isso em vez de inventar.

01Uma fronteira em cima da cachoeira

O problema começou como disputa de mapa. Nos anos 1960, Brasil e Paraguai disputavam a área dos saltos de Sete Quedas, entre Guaíra, no Paraná, Brasil, e Salto del Guairá, no Paraguai. A saída veio em 22 de junho de 1966: a Ata do Iguaçu, negociada a partir de Porto Presidente Stroessner (hoje Ciudad del Este, Paraguai) e assinada em Foz do Iguaçu, Brasil, trocou a briga pela fronteira por um projeto comum, o aproveitamento do rio Paraná.

Sete anos depois, em 26 de abril de 1973, em Brasília, os chanceleres Mário Gibson Barboza e Raúl Sapena Pastor assinaram o Tratado de Itaipu. O texto cria uma entidade com dono duplo: a Itaipu Binacional, constituída em 17 de maio de 1974, com capital de 100 milhões de dólares dividido em partes iguais e intransferíveis entre a Eletrobras e a paraguaia ANDE. A energia também seria dividida ao meio, e cada país teria direito de comprar o que o outro não usasse.

A divisão chegou às máquinas. O Paraguai usa corrente em 50 hertz; o Brasil, em 60. Por isso a usina tem 20 unidades de 700 megawatts, metade girando num ritmo e metade no outro, para um total de 14.000 megawatts.

FIG. 02O rio Paraná no Salto das Sete Quedas, fotografado em 1929–1930, mais de cinquenta anos antes de o lago cobrir as quedas.B. Rondon (Arquivo Nacional, Fundo Ministério da Guerra) · Domínio público

02Tirar o rio do lugar

Uma barragem não se constrói dentro da correnteza. Para trabalhar no leito do rio Paraná, os engenheiros abriram um canal de desvio na margem: cerca de 2 km de comprimento, 150 m de largura e 90 m de profundidade, segundo a Itaipu. Duas ensecadeiras, arcos de concreto, seguravam a água fora do canal enquanto ele era escavado.

Em 20 de outubro de 1978, 58 toneladas de explosivos derrubaram as duas ensecadeiras, e o rio passou a correr pelo caminho novo. Os presidentes Ernesto Geisel e Alfredo Stroessner se encontraram no meio da Ponte da Amizade e acionaram a chave juntos. Com o leito seco, começou a barragem propriamente dita.

Ao fim, a obra escavou mais de 50 milhões de metros cúbicos de terra e rocha e consumiu mais de 12 milhões de metros cúbicos de concreto. A própria Itaipu publica três números para o concreto, 12,3, 12,6 e 12,7 milhões, sem explicar a diferença. A barragem, somados os trechos de concreto, enrocamento e terra, chega a 7.919 m de extensão e 196 m de altura.

FIG. 03O vertedouro de Itaipu com comportas abertas, em 2008.Cmasi · CC BY-SA 4.0

03O canteiro

Quantos homens trabalharam ao mesmo tempo depende de quem conta. Os registros das construtoras, citados pelos historiadores Pedro Henrique Pedreira Campos e Valdir Sessi e pela Agência Pública, dão quase 32 mil no canteiro em 1978. A Itaipu fala em cerca de 40 mil, somando o canteiro e os escritórios de apoio nos dois países. Pela rotatividade, mais de 100 mil pessoas passaram pela obra.

A obra era também uma cidade dividida. Em Foz do Iguaçu, a Vila A abrigava técnicos e administrativos; a Vila B, a alta chefia; a Vila C, os operários de menor qualificação. Muitos não eram barrageiros de carreira, mas lavradores da região trazidos por agenciadores.

E era vigiada. Pesquisas acadêmicas documentam que a Assessoria Especial de Segurança e Informação da Itaipu, presente dos dois lados da fronteira, espionava trabalhadores e trocava informações com órgãos de informação e repressão da ditadura, como o SNI e o DOPS. A guarda da usina vestia marrom, e os operários a chamavam de Guarda Marrom. Greves só ganharam corpo depois da fundação do sindicato local, em 1986; nas de 1987 houve tropas e veículos militares no canteiro.

FIG. 04O reservatório de Itaipu em 2020: 1.350 km² de água onde antes corriam o rio e as quedas.Falk2 · CC BY-SA 4.0

04A conta dos mortos

Não existe um número oficial de mortos para a obra inteira. O que a Itaipu Binacional informou, por escrito, à Agência Pública em 2023 foi uma estimativa: 43.530 acidentes de trabalho entre 1978 e 1984, brasileiros e paraguaios, dos quais 106 fatais. Para 1975 a 1977 e para 1985 a 1991, quando as máquinas continuaram a ser montadas, a empresa não deu número.

Outras contagens existem, todas parciais. A tese da historiadora Ivone Lima, de 2004, chega a 40 mortes entre 1975 e 1979; um boletim interno do consórcio Unicon soma 56 entre 1976 e 1981, só na margem brasileira; o jornalista Tão Gomes Pinto fala em 138. Um ex-técnico de segurança da obra disse à Pública que a equipe dele contou até 800, num levantamento que se perdeu. Uma fonte anônima da Itaipu falou à agência EFE, em 2013, em cerca de mil, somando acidentes e doenças do trabalho.

Entre os casos com data está o de 17 de dezembro de 1981: um acidente com um guindaste Peiner, durante manutenção da lança, matou 5 operários. Pesquisadores registraram também relatos de vítimas levadas ao hospital para que a morte não constasse como ocorrida no canteiro, o que dificultava a indenização.

05Catorze dias

Sete Quedas não eram sete saltos. Eram 18 ou 19, conforme a fonte, arrumados em sete grupos, com uma vazão citada de cerca de 13.300 m³ por segundo. O Parque Nacional que as protegia foi extinto em 4 de julho de 1981. Em 17 de janeiro de 1982, uma passarela superlotada sobre um dos saltos desabou e matou 32 turistas.

A despedida foi pública. Em julho de 1982, segundo a imprensa paranaense, entidades ambientalistas reuniram milhares de pessoas no parque, no Quarup Adeus Sete Quedas. Em 9 de setembro, Carlos Drummond de Andrade publicou no Jornal do Brasil a crônica "Adeus a Sete Quedas".

Em 13 de outubro de 1982, as comportas do canal de desvio foram fechadas. Ajudada por uma cheia, a água encheu o reservatório e, até 27 de outubro, cobriu as quedas. No mesmo dia do fechamento começou a operação Mymba Kuera, "os animais" em guarani, que até 10 de janeiro de 1983 resgatou mais de 30 mil bichos: 36 mil, segundo a Itaipu; quase 39 mil, segundo a BBC News Brasil, somando os dois lados.

06Quem estava no caminho

O lago de 1.350 km² cobriu terra habitada. Do lado brasileiro, foram atingidas 8.519 propriedades, 6.913 rurais e 1.606 urbanas, cerca de 101 mil hectares. O número de pessoas varia com o método: cerca de 42 mil, 40 mil ou 60 mil atingidos, conforme a fonte. Segundo a Comissão Estadual da Verdade do Paraná, a Itaipu indenizou primeiro escolas, igrejas, hospitais e comércio, esvaziando as comunidades. Do lado paraguaio, o total de desapropriados não indígenas não aparece nas fontes consultadas.

Para os Avá-Guarani, a conta foi ainda mais curta. Em 1977, um grupo de trabalho da Funai e do Incra reconheceu apenas 11 famílias indígenas, 27 pessoas, número que a Comissão da Verdade do Paraná chama de falseamento da realidade. Os Guarani reivindicavam 1.500 hectares; receberam, em 1982, uma área registrada de 231,88 hectares. Fotos de 1981, reveladas em 2017, mostram casas Guarani em chamas diante de funcionários.

A reparação veio quatro décadas depois. Em 24 de março de 2025, o STF homologou acordo que prevê a compra de 3 mil hectares para os Avá-Guarani, com R$ 240 milhões da Itaipu. Em 29 de outubro de 2025, a União, a Funai, o Incra e a Itaipu publicaram um pedido de desculpas pelas violações de direitos humanos cometidas contra esse povo.

07A usina e a conta que ficou

A primeira unidade gerou energia em 5 de maio de 1984, e a inauguração oficial, com Figueiredo e Stroessner, foi em 25 de outubro daquele ano. A 18ª unidade entrou em 1991; as duas últimas, em 2006 e 2007. Em 2016, Itaipu produziu 103.098.366 MWh, recorde mundial anual na época, superado pela chinesa Três Gargantas em 2020.

O custo da construção também tem mais de uma versão: cerca de 12 bilhões de dólares, segundo a Memória da Eletricidade, ou cerca de 14 bilhões, segundo a própria Itaipu. A obra foi quase toda financiada, e a dívida foi quitada em 28 de fevereiro de 2023, depois de cerca de 63 bilhões de dólares pagos em cinquenta anos, dos quais 27,9 bilhões em juros e encargos.

Cinquenta anos depois de o Tratado entrar em vigor, em 2023, ele previa rever as bases financeiras da usina, o chamado Anexo C. Em setembro de 2026, Brasil e Paraguai ainda não tinham chegado a um acordo.

MITOSO que circula e o que o registro diz

  • O que circula

    Morreram 149 operários, número oficial.

    O que o registro diz

    O 149 aparece em sites em inglês sem nenhuma fonte. O número que a própria Itaipu deu, em 2023, é uma estimativa de 106 mortes entre 1978 e 1984; para os outros anos da obra não há número oficial.

  • O que circula

    Há operários enterrados no concreto da barragem.

    O que o registro diz

    É uma memória persistente entre ex-trabalhadores, registrada por pesquisadores e pela Comissão Estadual da Verdade do Paraná como relato. Não há nome, caso ou documento.

  • O que circula

    Itaipu custou 63 bilhões de dólares.

    O que o registro diz

    Esse é o total pago da dívida em cinquenta anos, com 27,9 bilhões de juros e encargos. A construção é estimada em cerca de 12 a 14 bilhões de dólares da época, conforme a fonte.

  • O que circula

    Itaipu é a maior usina do mundo.

    O que o registro diz

    Em potência, Três Gargantas, na China, tem 22.500 MW contra 14.000; em produção anual, detém o recorde desde 2020. Itaipu teve o recorde anual em 2016.

  • O que circula

    Sete Quedas era a maior cachoeira do mundo em volume.

    O que o registro diz

    A vazão de 13.300 m³/s repetida pelas fontes brasileiras não tem referência primária, e pela média citada outras quedas, como Boyoma, no Congo, a superam. O que se sustenta: uma das maiores do mundo em volume de água.

PERGUNTASPerguntas frequentes

Quando foi construída a Usina de Itaipu?

As obras começaram em 1975, o rio foi desviado em 20 de outubro de 1978 e as comportas foram fechadas em 13 de outubro de 1982. A primeira unidade gerou em 5 de maio de 1984, e a inauguração foi em 25 de outubro de 1984; as duas últimas unidades entraram em 2006 e 2007.

Como foi construída a Usina de Itaipu?

Primeiro tiraram o rio Paraná do leito: um canal de desvio de cerca de 2 km foi aberto na margem, e em 20 de outubro de 1978 58 toneladas de explosivos derrubaram as ensecadeiras. Com o leito seco, a barragem foi erguida, com mais de 12 milhões de m³ de concreto.

Quantas pessoas morreram na construção de Itaipu?

Não existe número oficial para a obra inteira. A própria Itaipu estima 106 mortes entre 1978 e 1984; outras contagens, parciais, vão de 40 a 138, e relatos sem documento falam em até 800 ou cerca de mil.

Itaipu é a maior usina do mundo?

Não. Em potência, Três Gargantas, na China, tem 22.500 MW contra 14.000 de Itaipu, e detém o recorde de produção anual desde 2020. Itaipu teve esse recorde em 2016.

Quanto custou a Usina de Itaipu?

As fontes divergem: cerca de 12 bilhões de dólares da época, segundo a Memória da Eletricidade, ou cerca de 14 bilhões, segundo a Itaipu. Os 63 bilhões que circulam são o total pago da dívida em cinquenta anos, com 27,9 bilhões de juros e encargos.

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FONTESFontes

  1. Tratado de Itaipu, promulgado pelo Decreto nº 72.707, de 28/08/1973 — planalto.gov.br
  2. Pedro Henrique Pedreira Campos e Rafael Vaz da Motta Brandão, “A construção da usina hidrelétrica de Itaipu durante a ditadura”, Projeto História (PUC-SP), v. 77, 2023 — revistas.pucsp.br
  3. Pedro Henrique Pedreira Campos, “Violações cometidas contra trabalhadores/as durante a construção da usina hidrelétrica de Itaipu: o caso dos acidentes de trabalho”, Revista NEP (UFPR), v. 9, n. 2, 2023 — revistas.ufpr.br
  4. André Borges, “Itaipu na ditadura: mais de 100 operários mortos e 43 mil acidentes na construção”, Agência Pública, 19/06/2023 — apublica.org
  5. Comissão Estadual da Verdade do Paraná “Teresa Urban”, relatório, 2017 (2ª versão, 2019), vol. 1 — justica.pr.gov.br
  6. Valdir Sessi, “O povo do abismo”: trabalhadores e o aparato repressivo durante a construção da Hidrelétrica de Itaipu (1974–1987), dissertação, Unioeste, 2015 — tede.unioeste.br
  7. Eduardo Gonçalves Ueda, História e memória dos trabalhadores brasileiros na construção da Usina Hidrelétrica de Itaipu, TCC, UNILA, 2019 — dspace.unila.edu.br
  8. Paulo Brandi, “Itaipu Binacional meio século”, Memória da Eletricidade, 16/05/2024 — memoriadaeletricidade.com.br
  9. IEEE Milestone, “Itaipu Hydroelectric Power Plant, 1975–1984”, Engineering and Technology History Wiki — ethw.org
  10. Itaipu Binacional, “Nossa história” — itaipu.gov.br
  11. Itaipu Binacional, “Barragem” — itaipu.gov.br
  12. Itaipu Binacional, “Itaipu em números” — itaipu.gov.br
  13. H2FOZ, “Explosão do Canal de Desvio de Itaipu completa 40 anos”, 19/10/2018 — h2foz.com.br
  14. BBC News Brasil, “Mymba Kuéra: como foi o monumental resgate de mais de 30 mil animais durante a construção de Itaipu”, 19/09/2026 (republicada por O Povo) — opovo.com.br
  15. Portal da Crônica Brasileira (IMS e Fundação Casa de Rui Barbosa), Carlos Drummond de Andrade, “Adeus a Sete Quedas”, Jornal do Brasil, 09/09/1982 — cronicabrasileira.org.br
  16. Gazeta do Povo, “Estado brasileiro e Itaipu pedem desculpas ao povo Avá-Guarani”, 29/10/2025 — gazetadopovo.com.br
  17. Agência Brasil, “Itaipu ultrapassa Três Gargantas e reassume liderança em produção”, dezembro de 2016 — agenciabrasil.ebc.com.br
  18. Robson Rodrigues, “Com negociação de Itaipu parada, Brasil avalia tarifa de US$ 15/kW em 2027”, CNN Brasil, 01/09/2026 — cnnbrasil.com.br

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