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Arquitetura do Impossível
Vista aérea de uma torre altíssima em construção, ainda sem fachada no topo, projetando uma sombra comprida sobre um bairro de prédios novos, canteiros e o deserto ao fundo A torre em obra vista de avião, em março de 2008, quando já era o prédio mais alto do mundo e a altura final ainda era segredo. — Aheilner · CC BY-SA 3.0
Obra 16 · Mundo

Burj Khalifa

Downtown Dubai, Dubai, Emirados Árabes Unidos · 2004–2010

Erguer 828 metros de concreto e aço sobre rocha fraca e água mais salgada que o mar, num deserto de 50 °C, contra um vento que, a essa altura, faria balançar qualquer forma que se repetisse andar após andar.

Em janeiro de 2004 começou, num terreno de areia ao lado da Sheikh Zayed Road, em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, a escavação de um prédio cuja altura final a dona da obra, a Emaar, mantinha em segredo. Seis anos depois, em 4 de janeiro de 2010, ele foi inaugurado com 828 metros e um nome que ninguém esperava: Burj Khalifa.

O problema não era só subir. Era fazer uma torre tão esbelta resistir ao vento, apoiá-la num subsolo de rocha fraca encharcado de água salgada e levar concreto, no verão do Golfo, a mais de 600 metros de altura antes que ele endurecesse dentro do tubo. A resposta veio de Chicago, do escritório SOM, e de milhares de operários do sul da Ásia cujo número exato de mortos ninguém publicou.

FICHAFicha da obra

Por quêSer o prédio mais alto do mundo e o centro do Downtown Burj Dubai, bairro inteiro da incorporadora Emaar, num momento em que Dubai apostava na construção para virar centro de negócios e turismo. A altura final foi segredo até a inauguração.2+ fontes
Quem quisA incorporadora Emaar Properties, presidida por Mohamed Alabbar. A torre se chamou Burj Dubai durante toda a obra.2+ fontes
ProjetoSkidmore, Owings & Merrill (SOM), de Chicago: o arquiteto Adrian Smith e o engenheiro estrutural William F. Baker. Planta em Y, com núcleo hexagonal escorado por três asas, e recuos em espiral. A Hyder Consulting foi o engenheiro de registro; os ensaios de vento foram feitos pela RWDI, no Canadá.2+ fontes
Quem construiuConsórcio liderado pela Samsung C&T, da Coreia do Sul, com a belga BESIX e a emiradense Arabtec. Gerência do projeto pela americana Turner.2+ fontes
PrazoEscavação em janeiro de 2004; radier concretado em cerimônia em 20/09/2004; contrato da Samsung anunciado em dezembro de 2004; prédio mais alto do mundo em 21/07/2007, com 141 andares; topo em janeiro de 2009; inauguração em 04/01/2010.algumas fontes dão 21/09/2004 como início da construção; a cerimônia do radier, o contrato da Samsung e a data do topo aparecem cada um numa fonte só2+ fontes
Altura e andares828 m de altura arquitetônica e 829,8 m até a ponta, pelo Council on Tall Buildings and Urban Habitat. São 163 andares pelo mesmo conselho, 162 pela SOM e pela Turner.a altura é consenso; o número de andares nãodiverge
OperáriosNo pico, 12 mil segundo a Associated Press e mais de 12 mil, de mais de 100 países, segundo a Turner; o Gulf News falou em 10 mil, de 59 empresas; em julho de 2007, a Architectural Record contava 6.800. Eram sobretudo migrantes do sul da Ásia: Índia, Paquistão, Bangladesh e Nepal. O total de pessoas que passaram pela obra não foi registrado.os números são de datas diferentes; a Turner, gerente do projeto, fala em 22 milhões de homens-horadiverge
Salários e grevesEm 2006, segundo a AFP, carpinteiros ganhavam US$ 7,60 por dia e serventes, US$ 4. Em 21/03/2006, cerca de 2.500 operários se revoltaram no canteiro. Em 2007, operários da Arabtec, com média de 700 dirhams (US$ 190) por mês, fizeram greve por aumento. Greve e sindicato são proibidos nos Emirados.os valores de salário vêm de uma agência em cada caso2+ fontes
Mortes na construçãoNão há registro público de um total oficial. A imprensa do Golfo noticiou duas mortes durante a obra: um operário que caiu da fôrma em 15/06/2007, confirmada pela Emaar, e o operário Qiwen Li, esmagado por um painel da fachada em 20/05/2008.a morte de 2008 aparece numa fonte só; o número de uma morte oficial que circula na internet não tem documentosem registro
CustoUS$ 1,5 bilhão pela torre, segundo a Associated Press na inauguração; a Architectural Record falava em US$ 1,4 bilhão em 2007, com a obra em curso.pelo índice de preços ao consumidor dos EUA (2010 = 218,1; 2025 = 321,9), US$ 1,5 bilhão de 2010 equivalem a cerca de US$ 2,2 bilhões de 2025diverge
FundaçãoRadier de concreto de 3,7 m de espessura sobre estacas escavadas de 1,5 m de diâmetro e cerca de 43 m de comprimento, que trabalham por atrito numa rocha fraca. São 194 estacas segundo os engenheiros da SOM e 192 em outras fontes.espessura, diâmetro e comprimento coincidem; o número de estacas nãodiverge
Água no subsoloCom até 4,5% de cloretos e 0,6% de sulfatos, mais agressiva que a água do mar, segundo a SOM. A fundação recebeu impermeabilização especial, inibidor de corrosão no concreto e proteção catódica com malha de titânio e corrente elétrica.segundo o artigo dos engenheiros da SOM no congresso do CTBUH de 20081 fonte
ConcretoParedes de concreto de 80 MPa embaixo, caindo para 60 MPa nos andares altos. Toda a concretagem vertical foi feita à noite; no verão, quase toda a água da mistura era gelo em escamas. Bombeado num só estágio a 601 m, segundo o engenheiro do concreto James Aldred, ou a 606 m, segundo a fabricante da bomba, a Putzmeister.a concretagem noturna está em duas fontes; o gelo, em umadiverge
A crise e o nomeEm 14/12/2009, Abu Dabi deu US$ 10 bilhões a Dubai para a estatal Dubai World pagar dívidas. Na inauguração, a torre trocou de nome e passou a homenagear o xeique Khalifa bin Zayed Al Nahyan, governante de Abu Dabi e presidente dos Emirados.a Associated Press fala em US$ 25 bilhões de Abu Dabi no último ano, somando mais de uma operação2+ fontes
HojeEm outubro de 2026, seguia o prédio mais alto do mundo. A Jeddah Tower, na Arábia Saudita, desenhada pelo mesmo Adrian Smith, tinha 454 m e 113 andares em 02/09/2026, segundo a Arabian Business, e quer passar de 1.000 m em 2028.2+ fontes
2+ fontes Confirmado em duas ou mais fontes independentes.1 fonte Uma fonte só; o texto diz qual.diverge As fontes discordam; mostramos as versões e não escolhemos.sem registro Ninguém registrou. Dizemos isso em vez de inventar.

01Uma altura em segredo

Quando a Emaar começou a escavar o terreno, em janeiro de 2004, o prédio que acabava de se tornar o mais alto do mundo era o Taipei 101, em Taiwan, com 509 metros, inaugurado no fim daquele ano. A torre de Dubai seria o centro de um bairro inteiro, o Downtown Burj Dubai, com shopping, lago artificial e prédios de apartamentos, e tinha de passar o Taipei com folga. Quanto, ninguém dizia. Em 2008, os próprios engenheiros escreveram que a altura final era um segredo bem guardado.

O projeto saiu do escritório Skidmore, Owings & Merrill, de Chicago. O arquiteto Adrian Smith desenhou uma planta de três braços que, segundo a SOM, se inspirava numa flor do deserto e na imagem espiral da arquitetura islâmica. A obra foi entregue a um consórcio liderado pela sul-coreana Samsung C&T, com a belga BESIX e a emiradense Arabtec, depois de onze meses de concorrência, segundo o Gulf News.

FIG. 02Dezembro de 2005, primeiro ano da estrutura: o núcleo e as alas sobem juntos, com as gruas montadas no topo.Soonadracula · CC BY-SA 3.0

02Confundir o vento

A mais de 500 metros, o inimigo de um prédio não é o peso, é o vento. Quando o ar contorna uma torre, forma redemoinhos que se soltam ora de um lado, ora do outro, e empurram o prédio de lado em ritmo regular. Se esse ritmo se repete do chão ao topo, a torre balança. O engenheiro William F. Baker, da SOM, respondeu com uma estrutura que chamou de núcleo escorado: um núcleo hexagonal de concreto no centro e três asas, cada uma com suas paredes e pilares, apoiando-se umas nas outras como os pés de um tripé.

As asas não sobem iguais. Elas recuam em espiral, no sentido horário, e a largura da torre muda a cada recuo. Nas palavras de Baker e de seus colegas, a vantagem da forma é confundir o vento: os redemoinhos nunca se organizam, porque a cada nível o vento encontra um prédio diferente. Os ensaios foram feitos no túnel de vento da RWDI, em Guelph, no Canadá, com modelos quase todos na escala de 1 para 500. Depois de cada série de ensaios, segundo os engenheiros, os dados eram analisados e o prédio era redesenhado; mudaram o número de recuos, o espaçamento entre eles e a forma das asas.

FIG. 03Dezembro de 2007: a fachada de vidro subia andares abaixo do concreto, que seguia à frente com as gruas.Joi Ito · CC BY 2.0

03Rocha fraca e água mais salgada que o mar

Debaixo da areia de Dubai não há rocha firme a pouca profundidade, e sim arenito e siltito fracos. A investigação do terreno chegou a um furo de 140 metros. A solução foi um radier, uma laje de concreto armado de 3,7 metros de espessura, concretada em quatro etapas de pelo menos 24 horas cada, sobre estacas escavadas de 1,5 metro de diâmetro e cerca de 43 metros de comprimento. Elas não chegam a uma rocha dura: seguram a torre pelo atrito com o solo em volta. Os engenheiros da SOM falam em 194 estacas; outras fontes, em 192.

O pior era a água. Segundo a SOM, a água do subsolo tinha até 4,5% de cloretos e 0,6% de sulfatos, concentrações maiores que as da água do mar, que corroem o aço das armaduras e desfazem o concreto comum. A fundação levou impermeabilização especial, concreto mais grosso sobre a armadura, inibidor de corrosão na mistura e um sistema de proteção catódica: uma malha de titânio sob o radier, ligada a uma corrente elétrica que faz o metal da estrutura deixar de ser o lado que enferruja.

FIG. 04O topo de concreto em março de 2008, com as gruas que subiam junto com a estrutura.Aheilner · CC BY-SA 4.0

04Concreto à noite, com gelo

A torre é de concreto armado até cerca de 586 metros, e só acima disso vira aço. Levar concreto até lá em cima, no verão do Golfo, era outro problema: a temperatura passa de 50 °C na sombra, e o concreto de alta resistência pode endurecer de repente dentro do tubo e entupi-lo. Um teste em fevereiro de 2005 bombeou concreto por 600 metros de tubo estendido no chão, para medir o atrito antes de subir.

Na obra, toda a concretagem das paredes e pilares foi feita à noite. Segundo o engenheiro James Aldred, da GHD, a temperatura máxima permitida era de 33 °C, e no verão quase toda a água da mistura era gelo em escamas. Três bombas Putzmeister, ligadas a tubos de aço de 150 milímetros, empurravam o concreto com pressão de trabalho de 250 bar, que podia chegar a 350 ou 400. Aldred registrou 601 metros num só estágio, recorde mundial; a fabricante fala em 606 metros, até o 156º andar. O recorde anterior de bombeamento vertical, segundo Aldred, era de 532 metros, numa usina hidrelétrica italiana em 1994.

Com fôrmas que se erguiam sozinhas e armadura montada no chão em trechos de oito metros, a estrutura subiu, em média, um andar a cada três dias em 2007, segundo a Architectural Record. Em 21 de julho de 2007, com 141 andares e 512,1 metros, a Emaar anunciou que o Burj Dubai passava a ser o prédio mais alto do mundo. A torre ainda subiria mais de 300 metros.

FIG. 05Operários da construção civil de Dubai no intervalo do almoço, em junho de 2008, com a torre ao fundo.Piotr Zarobkiewicz · CC BY-SA 3.0

05Quem subiu a torre

No pico, havia cerca de 12 mil pessoas no canteiro, segundo a Associated Press e a Turner, gerente do projeto; o Gulf News falou em 10 mil, e a Architectural Record contava 6.800 em julho de 2007. Eram, em grande parte, migrantes do sul da Ásia, da Índia, do Paquistão, de Bangladesh e do Nepal. Em 2006, segundo a agência AFP, um carpinteiro ganhava US$ 7,60 por dia e um servente, US$ 4. Um relatório da Human Rights Watch daquele ano sobre a construção civil nos Emirados descreveu operários que pagavam até US$ 3.000 a agências de recrutamento e tinham o passaporte retido pelo patrão.

Em 21 de março de 2006, cerca de 2.500 operários da Al Naboodah Laing O'Rourke, que trabalhavam no canteiro do Burj e dos prédios em volta, se revoltaram no fim do turno, quebraram escritórios e destruíram carros e máquinas. No dia seguinte voltaram e cruzaram os braços. Em outubro de 2007 foi a vez dos operários da Arabtec, com salário médio de 700 dirhams por mês, num país onde greve e sindicato são proibidos.

Quantos morreram, não há registro público. Nenhum total da Emaar ou do consórcio foi encontrado publicado. A imprensa do Golfo noticiou duas mortes durante a obra: em 15 de junho de 2007, um operário caiu da fôrma, e a Emaar confirmou a morte dizendo que não houvera violação das normas de segurança; em 20 de maio de 2008, segundo a Arabian Business, o operário Qiwen Li foi esmagado por um painel da fachada. O mesmo relatório da Human Rights Watch mostrava que, nos Emirados daquela época, a prefeitura de Dubai registrava algumas dezenas de mortes por ano na construção, enquanto uma apuração independente contou 880 mortes de migrantes no país em 2004.

FIG. 06Corrida de camelos na pista de Nad Al Sheba, em março de 2007, com a torre em obra atrás.Ryan Lackey · CC BY 2.0

06A crise e o nome

Em janeiro de 2009 a torre chegou ao topo. Mas Dubai estava em crise. Em novembro de 2009 a estatal Dubai World pediu moratória das dívidas, e em 14 de dezembro o emirado vizinho de Abu Dabi entregou US$ 10 bilhões para que ela pagasse US$ 4,1 bilhões em títulos que venciam naquele dia.

Três semanas depois, em 4 de janeiro de 2010, o xeique Mohammed bin Rashid Al Maktoum inaugurou a torre e anunciou o nome: Burj Khalifa, em homenagem ao xeique Khalifa bin Zayed Al Nahyan, governante de Abu Dabi e presidente dos Emirados. A imprensa leu a troca como gratidão pelo socorro. Só então a altura foi revelada: 828 metros. A torre custou US$ 1,5 bilhão, segundo a Associated Press.

07O autor contra a própria torre

Em janeiro de 2025, depois de cerca de sete anos parada, foi retomada em Jedá, na Arábia Saudita, a obra da Jeddah Tower, que quer passar de 1.000 metros. O projeto é do escritório Adrian Smith + Gordon Gill, do mesmo Adrian Smith que desenhou o Burj Khalifa pela SOM. Segundo a Thornton Tomasetti, engenheira da obra, a torre saudita tem estrutura de concreto e um radier de 5 metros sobre 270 estacas.

Em 2 de setembro de 2026, segundo a Arabian Business, ela chegou a 454 metros e 113 andares, subindo cerca de um andar por semana, com conclusão prevista para 2028. Naquela data, faltavam mais de 370 metros para alcançar o Burj Khalifa. Se chegar lá, o prédio mais alto do mundo perderá o título para uma obra do próprio autor.

MITOSO que circula e o que o registro diz

  • O que circula

    Oficialmente, só um operário morreu na construção do Burj Khalifa.

    O que o registro diz

    Não existe documento público com esse total. Não se encontrou número publicado pela Emaar nem pelo consórcio. A imprensa do Golfo noticiou duas mortes durante a obra, em junho de 2007 e em maio de 2008.

  • O que circula

    O concreto do Burj Khalifa bateu o recorde de bombeamento que era do Taipei 101.

    O que o registro diz

    Segundo o engenheiro do concreto da obra, James Aldred, o recorde de bombeamento vertical antes do Burj era de 532 metros, numa usina hidrelétrica italiana em 1994. O Taipei 101 tinha bombeado concreto a mais de 470 metros. O Burj levou o recorde a 601 ou 606 metros, conforme a fonte.

  • O que circula

    A altura de 828 metros estava definida e anunciada desde o começo.

    O que o registro diz

    A altura final foi segredo da Emaar durante a obra; os engenheiros da SOM a chamavam, em 2008, de segredo bem guardado. Só foi revelada na inauguração, em janeiro de 2010.

  • O que circula

    A torre leva o nome de Khalifa porque Abu Dabi pagou a obra.

    O que o registro diz

    Abu Dabi socorreu o governo de Dubai e a estatal Dubai World em 2009, com US$ 10 bilhões, para pagar dívidas da Nakheel, empresa do grupo Dubai World. A torre é da Emaar. A ligação entre o nome e o socorro foi a leitura da imprensa na inauguração.

PERGUNTASPerguntas frequentes

Quando foi construído o Burj Khalifa?

Entre 2004 e 2010. A escavação começou em janeiro de 2004, a torre chegou ao topo em janeiro de 2009 e foi inaugurada em 04/01/2010; durante toda a obra se chamou Burj Dubai.

Qual a altura do Burj Khalifa e quantos andares ele tem?

828 m de altura arquitetônica, a maior do mundo desde 2010, e 829,8 m até a ponta. O número de andares diverge: 163 pelo Council on Tall Buildings and Urban Habitat, 162 pela SOM e pela Turner.

Como foi construído o Burj Khalifa?

Sobre um radier de concreto de 3,7 m apoiado em estacas que trabalham por atrito numa rocha fraca, com planta em Y e recuos em espiral para confundir o vento. O concreto das paredes foi feito à noite, com gelo na mistura no verão, e bombeado a 601 ou 606 m, conforme a fonte.

Quanto custou o Burj Khalifa?

US$ 1,5 bilhão pela torre, segundo a Associated Press na inauguração. Em 2007, com a obra em curso, a Architectural Record falava em US$ 1,4 bilhão.

Quantas pessoas morreram na construção do Burj Khalifa?

Não há registro público de um total, nem da Emaar nem do consórcio. A imprensa do Golfo noticiou duas mortes durante a obra: um operário que caiu da fôrma em 15/06/2007 e o operário Qiwen Li, esmagado por um painel da fachada em 20/05/2008.

Episódio 16 · estreia 21 de janeiro de 2027

Episódio em produção

Toda semana, uma obra que não deveria ter ficado de pé.

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FONTESFontes

  1. William F. Baker, D. Stanton Korista e Lawrence C. Novak (SOM), "Engineering the World's Tallest — Burj Dubai", CTBUH 8th World Congress, Dubai, 2008 — archive.org
  2. James Aldred (GHD), "Pumping concrete to 601 metres in a single lift", 2008 — thbbakademi.org
  3. Lawrence C. Novak, "A Tall Adventure: The Burj Khalifa, the World's Tallest Structure", Building Safety Journal, International Code Council — iccsafe.org
  4. Council on Tall Buildings and Urban Habitat, The Skyscraper Center, "Burj Khalifa" — skyscrapercenter.com
  5. Skidmore, Owings & Merrill, "Burj Khalifa" — som.com
  6. Turner Construction, "Burj Khalifa" — turnerconstruction.com
  7. Putzmeister, "Concrete Pumps Reach Record-Breaking Heights at Burj Khalifa", Pumps & Systems, 2015 — pumpsandsystems.com
  8. Associated Press, "World's tallest building opens in Dubai", janeiro de 2010 — nbcnews.com
  9. David Sadighian, "Burj Dubai Breaks Record... and Keeps Going", Architectural Record, 24/07/2007 — architecturalrecord.com
  10. Gulf News, "Samsung gets Burj Dubai contract", 09/12/2004 — gulfnews.com
  11. Gulf News, Aya Lowe, "Keeping the Burj Dubai site safe for workers" — gulfnews.com
  12. Gulf News, "Burj Dubai renamed as Burj Khalifa", 04/01/2010 — gulfnews.com
  13. Al Jazeera e AFP, "Asian workers riot in Dubai", 23/03/2006 — aljazeera.com
  14. Al Jazeera, "Burj Dubai owners say strike over", 12/11/2007 — aljazeera.com
  15. Human Rights Watch, "Building Towers, Cheating Workers: Exploitation of Migrant Construction Workers in the United Arab Emirates", 2006 — hrw.org
  16. Construction Week, "Worker dies after fall on Burj Dubai", junho de 2007 — constructionweekonline.com
  17. Arabian Business, "Burj worker crushed to death", maio de 2008 — arabianbusiness.com
  18. CNN, "Abu Dhabi gives Dubai $10 billion bailout", 14/12/2009 — cnn.com
  19. Arabian Business, "Jeddah Tower set to become world's tallest building as construction advances towards 2028 completion", setembro de 2026 — arabianbusiness.com
  20. Adam Williams, "Future world's tallest skyscraper surpasses 100 floors in Saudi Arabia", New Atlas, 04/06/2026 — newatlas.com
  21. TechEBlog, "Jeddah Tower Crosses 430 Meters and Presses On Toward the One-Kilometer Mark", 05/08/2026 — techeblog.com
  22. U.S. Bureau of Labor Statistics, índice de preços ao consumidor (CPI-U), médias anuais de 2010 e 2025 — bls.gov
  23. Wikipédia, "Burj Khalifa" (ponto de partida) — en.wikipedia.org

Imagens

  • Fig. 01 — A torre em obra vista de avião, em março de 2008, quando já era o prédio mais alto do mundo e a altura final ainda era segredo: Aheilner · CC BY-SA 3.0
  • Fig. 02 — Dezembro de 2005, primeiro ano da estrutura: o núcleo e as alas sobem juntos, com as gruas montadas no topo: Soonadracula · CC BY-SA 3.0
  • Fig. 03 — Dezembro de 2007: a fachada de vidro subia andares abaixo do concreto, que seguia à frente com as gruas: Joi Ito · CC BY 2.0
  • Fig. 04 — O topo de concreto em março de 2008, com as gruas que subiam junto com a estrutura: Aheilner · CC BY-SA 4.0
  • Fig. 05 — Operários da construção civil de Dubai no intervalo do almoço, em junho de 2008, com a torre ao fundo: Piotr Zarobkiewicz · CC BY-SA 3.0
  • Fig. 06 — Corrida de camelos na pista de Nad Al Sheba, em março de 2007, com a torre em obra atrás: Ryan Lackey · CC BY 2.0