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Arquitetura do Impossível
Tema · 05 obras

Túneis e ferrovias

Abrir caminho por baixo de um rio, de um mar ou de uma montanha, ou fazer o trem atravessar o que parecia intransponível. Em Londres, Marc Brunel cavou o Túnel do Tâmisa (1825–1843) com uma gaiola de 36 células, uma para cada mineiro, sob um rio cheio de navios, e levou 18 anos. O Eurotúnel (1987–1994) usou 11 tuneladoras, seis da Inglaterra e cinco da França, e os dois lados do túnel de serviço se encontraram com 36 cm de desvio lateral.

Na Suíça, o Túnel de Base de São Gotardo atravessou os Alpes por 57 km, com até 2.300 m de rocha em cima: é o túnel ferroviário mais longo do mundo. No Brasil, a Santos-Jundiaí fez o trem subir a Serra do Mar com quatro planos inclinados, cabo de aço e vapor, e a Madeira-Mamoré assentou trilhos por mais de 360 km de floresta, pântano e corredeira na Amazônia, onde quase todo operário caía de malária.

Em várias delas, a conta dos mortos é a parte mais difícil: na Madeira-Mamoré ela vai de menos de 2 mil a 6 mil ou mais, conforme a fonte. Cada página mostra as versões e não escolhe.

Prancheta

As obras deste tema

  • Trilhos em linha reta sobre um pântano alagado, com troncos de palmeira sob a via, homens e cavalos ao fundo e mata baixa dos dois lados 07 Estreia 19 nov 2026

    Estrada de Ferro Madeira-Mamoré

    De Porto Velho a Guajará-Mirim, Rondônia, Brasil · 1907–1912

    Como a Madeira-Mamoré atravessou pântano, corredeira e malária na Amazônia, e por que a conta dos mortos vai de menos de 2 mil a 6 mil ou mais.

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  • Fotografia antiga em sépia: uma ferrovia de via dupla corre em curva numa encosta íngreme, com muro de pedra à esquerda, um túnel ao fundo, postes de telégrafo e o vale coberto de névoa à direita 13 Estreia 31 dez 2026

    Estrada de Ferro Santos–Jundiaí

    Serra do Mar, entre Santos e Jundiaí, passando por São Paulo, estado de São Paulo, Brasil · 1860–1867

    Como a São Paulo Railway, a Santos-Jundiaí, venceu a Serra do Mar em 1867 com quatro rampas, cabo de aço e vapor, e por que a ideia voltou à mesa em 2026.

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  • Tuneladora branca e cilíndrica exposta num jardim de rotatória, com a cabeça de corte vermelha em forma de roda à esquerda e a inscrição em francês Hommage aux bâtisseurs du tunnel no corpo 14 Estreia 07 jan 2027

    Eurotúnel

    Sob o estreito de Dover, entre Folkestone, Kent, Inglaterra, e Coquelles, Pas-de-Calais, França · 1987–1994

    Como Inglaterra e França abriram o Eurotúnel sob o Canal da Mancha: 11 tuneladoras, um encontro medido em milímetros e 80% de estouro no orçamento.

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  • Gravura antiga em preto e branco: galeria de tijolo em arco que se perde ao fundo, com arcadas laterais iluminadas por lampiões, pedestres de cartola e dois homens puxando uma carreta no piso de pedra 20 Estreia 18 fev 2027

    Túnel do Tâmisa

    Sob o rio Tâmisa, entre Rotherhithe e Wapping, Londres, Inglaterra, Reino Unido · 1825–1843

    Como Marc Brunel cavou o Túnel do Tâmisa, o primeiro que se sabe terminado sob um rio navegável, com uma gaiola de 36 células, e por que levou 18 anos.

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  • Dentro de um túnel de rocha coberta de concreto projetado, a enorme cabeça de corte circular de uma tuneladora, cor de ferrugem, cheia de aberturas; um operário de capacete e macacão está em pé ao lado dela, à altura de um quarto do disco 31 Estreia 06 mai 2027

    Túnel de Base de São Gotardo

    Sob o maciço do São Gotardo, entre Erstfeld (cantão de Uri) e Bodio (cantão do Ticino), Alpes, Suíça · 1999–2016

    Como a Suíça abriu o Túnel de Base de São Gotardo, 57 km sob os Alpes, deixando a montanha se fechar de propósito num trecho, por CHF 12,2 bi e 9 vidas.

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Outros temas

As obras agrupadas pelo problema que resolveram: pontes, arranha-céus, túneis, estádios, água.